A Polícia Civil do Pará pediu ontem a prisão preventiva de cinco sem-terra acusados de envolvimento na morte dos trabalhadores rurais Francisco Fonseca dos Santos, 47, e José Antonio de Souza, 47, mortos a tiros em um conflito entre sem-terra, no último domingo à tarde, na fazenda Carajás, em Parauapebas, sul do Pará. A polícia procura Valdemar Barbosa de Oliveira, integrante do MST, e mais quatro pessoas cujos nomes não foram revelados. Segundo o delegado Willian Alexandre da Silva, os cinco sem-terra são do assentamento Palmares 2, onde a maioria dos moradores é ligada ao MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra).
Testemunhas disseram ao delegado que as vítimas teriam sido mortas por um grupo de 15 pessoas lideradas por Oliveira. O conflito teria começado quando as duas vítimas foram encontradas, com um grupo de mais dez pessoas, retirando gado colocado na fazenda pelos 150 integrantes do MST, que invadiram o local em outubro. A fazenda Carajás, local do conflito, fica próximo aos assentamentos Palmares 1 e 2 . José de Souza e Francisco dos Santos eram líderes dos assentados na Palmares 1 e tinham divergências com os moradores da Palmares 2.
O coordenador estadual do MST, Raimundo Nonato Souza, disse não acreditar que o grupo tenha atirado. O delegado pediu reforço policial para ir ao assentamento. ‘‘Temos apenas quatro agentes’’, afirmou.

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