Polícia do ES descarta versão de assalto
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 25 de março de 2003
Agência Estado 
Vitória - Com a prisão de três supostos assassinos do juiz Alexandre Martins de Castro Filho, cerca de nove horas após o crime confessado por um deles , o secretário da Segurança Pública do Espírito Santo, delegado federal Rodney Miranda, disse ontem que o caso está praticamente elucidado e afirmou que informações reservadas indicam que teria sido encomendado pelo coronel da reserva da PM Walter Gomes Ferreira, transferido em dezembro para uma prisão do Acre por decisão do magistrado.
A hipótese de o juiz ter reagido a um assalto, alegada por Giliard Ferreira de Souza, de 20 anos, preso que confessou ter atirado em Castro Filho, foi descartada pelo secretário. Exames de balística comprovaram que os três tiros que mataram o juiz foram disparados de duas armas uma pistola 765 e uma Ponto 40 encontradas com os acusados.
Além de Souza, a polícia prendeu André Luiz Barbosa Tavares, de 22 anos, que seria o dono da moto usada no crime, e Leandro Celestino dos Santos, de 23 anos, que disse ser o dono da pistola 765. Até o fim da tarde, a polícia tentava prender Odessi Martins da Silva Junior, o Junior Lombrigão, que, segundo as investigações, é o autor dos disparos à queima-roupa que atingiram o braço e a cabeça do juiz. De acordo com a polícia, ele está envolvido em uma série de crimes encomendados por traficantes de Vila Velha. Silva ficou preso por roubo durante um mês e dez dias, mas foi libertado há 15 dias, por determinação da 5 Vara Criminal de Vila Velha.


