Polícia diz ter provas contra líderes do PCC
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sábado, 08 de novembro de 2003
Agência Estado 
São Paulo - A polícia não tem mais dúvidas: Júlio César Guedes de Moraes, o Julinho Carambola, e Sandro Henrique da Silva Santos, o Gulu, estão por trás da série de atentados no Estado de São Paulo. Policiais do Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic) afirmam já ter provas. Dois chefes do Primeiro Comando da Capital (PCC) serão indiciados pelo assassinato do cabo Pedro Cassiano da Cunha, do sargento Fábio Soares e por 13 tentativas de homicídios em 32 ataques ocorridos até a tarde de ontem.
Julinho Carambola é o segundo homem na hierarquia do PCC e Gulu, o terceiro. Para cada crime, o delegado Ruy Ferraz Fontes, do Deic, pedirá um ano a mais de isolamento no Regime Disciplinar Diferenciado (RDD). Gulu ia sair do isolamento do RDD da penitenciária de segurança máxima de Presidente Bernardes em abril de 2004. Julinho deveria ficar lá até outubro de 2004. A onda de ataques pode render até dez anos de RDD para os dois. Segundo policiais, eles devem ser interrogados na segunda-feira.
Os dois são autores da carta do PCC ao governo, exigindo o afrouxamento do RDD, visitas íntimas, entrada na prisão de comida e material de limpeza, entregues aos presos pelas famílias. O Deic informou ter escutas telefônicas gravadas falando dos ataques.
Um terceiro integrante da cúpula do PCC, detido em Presidente Bernardes, está sendo investigado. O Deic apura ainda a participação dos irmãos Cristiano Jeremias Simone, chefe do PCC na Penitenciária do Estado, em São Paulo, e Rogério Jeremias Simone, o Gegê do Mangue.


