O motoboy Francisco de Assis Pereira, que confessou ser o maníaco do parque do Estado, em São Paulo, agia armado com um revólver, ao contrário do que ele afirmou em todos os interrogatórios que prestou até o momento, segundo a polícia.
A informação, confirmada anteontem à noite por delegados do alto escalão do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), foi passada por duas mulheres vítimas de atentado violento ao pudor e estupro que sobreviveram aos ataques do maníaco.
Segundo as duas, o motoboy utilizava um pequeno revólver. Foi com essa arma que Pereira teria as forçado a entrar na mata do parque do Estado, local no qual ele confessou ter assassinado, no mínimo, nove mulheres. Até então, o réu afirmava que convencia suas vítimas apenas com uma ‘‘boa e sincera conversa .
Ontem à tarde, o motoboy foi indiciado pelo delegado Sérgio Alves, titular da equipe C-Sul do DHPP, sob a acusação de homicídio doloso qualificado por causa da morte de Patrícia Gonçalves Marinho. O indiciamento ocorreu na Casa de Custódia de Taubaté (SP), onde Pereira está preso.
Havia a possibilidade de ele ter sido indiciado em mais um ou dois casos. No entanto, a informação não havia sido confirmada até as 19h30. O motoboy já havia sido indiciado em outros dois casos - os relativos aos assassinatos de Raquel Mota Rodrigues e Selma Ferreira Queiroz. Por esse último, ele já está respondendo a um processo.

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