Santiago, 10 (AE-ANSA) - Um forte contingente policial dissolveu nesta sexta-feira (10) uma manifestação de cerca de cem militantes comunistas que tentavam homenagear o ex-presidente Salvador Allende em um lado do palácio presidencial que era o tradicional acesso ao La Moneda, atualmente fechado.
Os manifestantes, liderados pela candidata presidencial Gladys Marín, insistiram em ultrapassar a barreira policial para depositar flores, mas foram contidos por violentos jatos dágua lançados por dois carros pipa.
A dirigente comunista, totalmente ensopada, foi derrubada pela violência da água. Recuperada, decidiu ir ao palácio presidencial pedir explicações ao ministro de Interior, Raúl Troncoso, e ao subsecretário da pasta, Guillermo Pickering.
Marín, que não foi recebida por ninguém, culpou o governo pelo acontecido e acusou seus membros de "covardes" porque, segundo ela, sabiam que o Partido Comunista renderia tal homenagem. A candidata presidencial do PC foi em seguida a um centro assistencial público para que fossem constatadas suas lesões.
Pickering declarou mais tarde que a manifestação não estava autorizada. Segundo informes extra-oficiais, quatro pessoas foram presas nos arredores de La Moneda.

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