O Estado de Minas/AE
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TristezaEnterro de uma das vítimas do acidente com o avião monomotor, ontem em Conselheiro A Polícia Civil de Minas Gerais espera ouvir hoje o cinegrafista amador Gildásio Dutra, para tentar esclarecer o acidente de domingo com o avião monomotor, prefixo PP DEN, que caiu sobre uma multidão em Conselheiro Lafaiete, a 90 quilômetros de Belo Horizonte. Oito pessoas morreram e 15 ficaram feridas. O cinegrafista amador, que estava no avião, será reexaminado hoje e pode ser liberado para prestar depoimento.
Dutra, internado no Hospital e Maternidade São José em Conselheiro Lafaiete, passa bem e só não foi liberado ontem porque ainda estava em estado de choque. O piloto do avião, Célio Rodrigues, continua foragido. O monomotor fazia um vôo rasante sobre a Praça do Cristo, onde estava sendo realizada uma festa popular. A asa esquerda da aeronave bateu num poste e o avião caiu atingindo um carro. O aparelho só parou no caminhão de som.
Os três pacientes mais graves foram transferidos para o pronto-socorro do Hospital João XXIII, em Belo Horizonte, onde passaram por cirurgias ontem. Um perdeu o braço esquerdo, outro a perna esquerda e o terceiro sofreu traumatismo craniano.
Ontem, a polícia começou a tomar os depoimentos de testemunhas do acidente e conhecidos do piloto Célio Rodrigues. De acordo com o delegado de Conselheiro Lafaiete, Pedro Antônio Mendes, se for processado por homicídio culposo, o piloto pode pegar de um a três anos de prisão; se por homicídio doloso, a pena vai de seis a dez anos, podendo chegar até a 30 anos de prisão.
A equipe da Aeronáutica que está investigando as causas do acidente tem 60 dias para divulgar o resultado final da perícia. A Aeronáutica tenta chegar às causas do acidente a partir de destroços e depoimentos de testemunhas. No caso do monomotor, há um obstáculo adicional: a aeronave não tem caixa-preta, que permitiria recuperar dados como altitude e velocidade na hora da colisão.
Se for constatada a culpa do piloto, ele pode ter a licença suspensa ou cassada, além de pagar uma multa. O diretor técnico do Aeroclube de Conselheiro Lafaiete, onde o avião ficava, Neslen Sales, não soube informar se o monomotor estava em condições técnicas de segurança adequada, mas garantiu que Celso Rodrigues tem licença para pilotar.
A cidade de Conselheiro Lafaiete está de luto oficial decretado pelo prefeito Vicente de Faria Paiva. Um dia depois do acidente, dezenas de pessoas ainda voltavam ao local da tragédia, abaladas com tudo o que aconteceu. Parentes das vítimas, que estavam na festa popular, culpavam o piloto pelo acidente.

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