Polícia deve ouvir agência acusada de golpe no exterior
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sexta-feira, 01 de dezembro de 2000
Marcos Zanatta De Maringá 
A Polícia Federal de Maringá deve convocar até a próxima semana os responsáveis pela agência de viagem acusada de aliciar trabalhadores no Noroeste do Estado. O nome da agência está sendo mantido em sigilo para não atrapalhar as investigações. Algumas das vítimas acabaram deportadas da Inglaterra, depois de chegarem ao país e encontrarem uma situação diferente da prometida pelos aliciadores. Pelo menos 20 pessoas de cidades próximas de Maringá passaram pelo problema.
O delegado Antônio Hadano está ouvindo as vítimas, a maioria jovens que saíram do Brasil com a promessa de trabalho em indústrias e salário de até 250 libras por semana (cerca de R$ 670,00), livres de despesas com hospedagem, alimentação e transporte.
Parte das vítimas declarou à PF que ao chegar na Inglaterra era recebida por um agente, que pedia mais dinheiro (em torno de US$ 1 mil), e passava uma carteira de identidade falsificada de Portugal.
Como o caso envolve falsificação de documentos e existem indícios da participação de inglesas no aliciamento, a PF acionou a Interpol (polícia internacional). O delegado Hadano acredita que na região de Maringá existem pelo menos duas pessoas atuando no aliciamento de trabalhadores para a Inglaterra. Ele alerta para que as pessoas evitem se aventurar em trabalhos sem garantia no exterior. Cada pessoa deportada calcula um gasto de R$ 3 mil a R$ 4 mil, diz.


