São Paulo, SP- A gravação de imagens de jovens cheirando lança-perfume, fumando maconha e vendendo e consumindo ecstasy e a infiltração de policiais disfarçados levaram a polícia de São Paulo a deter dez pessoas em uma rave (festa de música eletrônica). O evento aconteceu no final de semana, em um sítio na cidade de Arujá (Grande São Paulo), e reuniu cerca de mil pessoas.
Dos dez detidos, oito foram acusados de tráfico de drogas e permanecem presos, entre eles um tenente do Exército. Outras duas pessoas foram autuadas por porte de drogas e responderão ao processo em liberdade.
As imagens gravadas pelos policiais do Denarc (Departamento de Investigação Sobre Narcóticos) mostram a venda e o consumo de drogas ao ar livre, ao lado de seguranças da festa.
A gravação obedece a uma norma fixada há cerca de 40 dias pelo diretor do Denarc, delegado Ivaney Cayres de Sousa. Por essa regra, as grandes operações do departamento serão filmadas pelos policiais. ''Isso servirá para fortalecer as provas da investigação.''
A festa, chamada de Rave Spirit, começou na noite de sábado e terminaria no final da tarde de ontem. Para divulgá-la, os organizadores distribuíram panfletos em casas noturnas.
Integrantes de um grupo especial do Denarc que investiga o tráfico de drogas sintéticas foram informados sobre a festa e se infiltraram no evento.
''O tráfico de drogas sintéticas, principalmente o ecstasy, migrou das danceterias para as rave por causa da repressão policial. Esses eventos acontecem em locais distantes de São Paulo, geralmente em sítios, porque os traficantes imaginam que isso dificultaria a ação da polícia'', disse o delegado Cosmo Stikovics Filho, que comandou as investigações.
Os três organizadores do evento, mesmo não tendo sido flagrados vendendo drogas, também acabaram presos por terem, segundo o Denarc, permitido o uso de drogas durante a festa.

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