Curitiba - Policiais do 19º Batalhão da Polícia Militar (BPM) de Toledo (Oeste) em conjunto com o núcleo do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Cascavel, cumpriram ontem, durante a Operação Uanã, 23 mandados de prisão e 24 de apreensão nas cidades de Cascavel, Foz do Iguaçu, Palotina e Assis Chateaubriand, no Oeste do Estado, desbaratando um bando que roubava casas, veículos e fazendas e comandava um esquema de tráfico de drogas e armas no Estado.
Conforme informações da polícia, existem indícios de que a quadrilha seria uma célula da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). A ação, que também contou com a participação de policiais militares de outras cidades do Estado, entre eles o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) de Curitiba, e de policiais civis, também apreendeu cinco menores de idade.
A ação foi um desdobramento da Operação Pandora, que prendeu, na semana passada, 13 pessoas. A quadrilha, segundo a polícia, agia durante a noite e utilizava faroletes para abordar as vítimas. De acordo com o subcomandante do 1.º BPM, major Leonel José Beserra, as investigações se iniciaram em fevereiro de 2011 e, durante todo o período, pelo menos outras 46 pessoas foram detidas.
A apuração do caso se iniciou, segundo a polícia, com a identificação de Rodrigo Elias da Conceição, conhecido como Cinzento, que articularia roubos de carro mesmo estando preso na Cadeia Pública de Palotina no ano passado. Atualmente ele está detido em Foz do Iguaçu.
De acordo com informações da polícia, os carros eram trocados por drogas e armas, que abasteciam a quadrilha. A cidade de Guaíra, na fronteira com o Paraguai, servia como depósito dos carros roubados, que seriam guardados por Alessandro Carvalho Marques, o Bugão, preso pelo Gaeco no último dia 31 de agosto. Ele seria o responsável por armazenar os carros, trocar as placas e levá-los para o Mato Grosso do Sul. Segundo a investigação, os carros vinham de Londrina, Maringá e de outras cidades da região de Guaíra.
''Conseguimos verificar como a quadrilha atuava a partir de interceptações telefônicas autorizadas pela Vara Criminal de Palotina. A partir disso levantamos todas as informações e confirmamos que, por estar próxima da fronteira, a cidade servia como base da facção criminosa. Existem indícios de ligação do bando com o PCC, mas isto ainda será melhor investigado'', disse o major.
''Os bandidos agiam com violência e, mesmo após os roubos, ficavam com os celulares das vítimas e as extorquiam. Este dinheiro era empregado no tráfico de drogas. A quadrilha também abastecia membros da facção que cumprem penas em cadeias da região, com drogas e celulares. Os telefones e os narcóticos eram escondidos dentro de potes de margarinas e latas de sardinha'', contou o major Beserra.

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