Polícia descarta hipótese de atentado contra camelô
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terça-feira, 30 de março de 1999
Por Andréa Portella 
São Paulo, 30 (AE) - A polícia descartou hoje a hipótese de uma nova tentativa de homicídio contra o camelô Afonso José da Silva, ontem, quando o corretor José Sílvio Nascimento foi assassinado com cinco tiros, próximo da Câmara, no momento em que Silva saía de lá, depois de depôr à CPI. "Fico muito irritado com essa suposição", disse o delegado titular da 3.ª Delegacia da Divisão de Proteção à Pessoa, Antônio Mario Magutti. A polícia trabalha com a hipótese de latrocínio.
De acordo com Magutti, o menor F.P.M, de 17 anos, acusado do homicídio, disse na delegacia que tentou roubar Nascimento, mas ele reagiu. Na Câmara, M. havia dito aos policiais que estava se vingando da vítima, que há algum tempo teria lhe dado "uns tapas". O menor tinha duas passagens pela Fundação Estadual para o Bem-Estar do Menor (Febem), por porte de arma e roubo, e havia saído de lá na sexta-feira. Ele já foi encaminhado novamente para uma das unidades da instituição.
O crime ocorreu no momento em que Afonso José da Silva deixava a Câmara, depois de ter prestado depoimento à CPI dos Fiscais. Os policiais responsáveis pela segurança dele perceberam a confusão e o conduziram para um local seguro. Parentes - A polícia ainda não sabe exatamente quem é José Sílvio Nascimento. Nenhum parente da vítima esteve na delegacia. O delegado disse que ainda não sabe se ele era corretor da Bolsa de Valores de São Paulo ou se era corretor de seguros. No edifício onde Nascimento morava, na Bela Vista, nem o porteiro nem vizinhos deram informações sobre o assunto.
Silva disse não acreditar em uma nova tentativa de atentado contra ele. "Tudo foi uma infeliz coincidência". Ele ressaltou a eficiência dos policiais que o conduziam, que rapidamente o deixaram em um local seguro quando perceberam que havia uma confusão no local.


