Polícia desarticula máfia da cocaína
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 04 de maio de 2009
Diego Ribeiro<BR> Equipe da Folha 
Curitiba- A polícia desarticulou um esquema de refino de cocaína e prendeu sete pessoas, apontados como distribuídores de droga no Paraná, no último final de semana. Durante a ação, equipes da Divisão Estadual de Narcóticos (Denarc) apreenderam 35,2 quilos de cocaína e 441 quilos de maconha. De acordo com a polícia, a quadrilha era muito organizada, mantinha um laboratório de refino de cocaína em Curitiba e movimentava cerca de 20 quilos da droga por semana, com um lucro semanal de R$ 400 mil. Sete unidades especializadas de todo Estado participaram da investigação.
Essa organização é própria das máfias, afirmou o delegado-chefe da Denarc, Sérgio Inácio Sirino. De acordo com o delegado da Denarc em Londrina, Michel Rocha Araújo, os integrantes da quadrilha tinham papéis bem definidos e nem sempre se conheciam, mas tinham vínculo.
As pessoas apontadas como moradoras da casa em que funcionava o laboratório, C.P., 36, e sua esposa, D.F., 20, foram presas, na madrugada de sábado, em Mauá da Serra (54 km ao sul de Apucarana), enquanto levavam 12 quilos de cocaína para traficantes locais de Londrina.
A investigação começou há 30 dias, quando foram descobertos indícios da existência de uma quadrilha de traficantes que distribuía droga para todo Paraná.
As primeiras quatro prisões ocorreram em Céu Azul (51 km a oeste de Cascavel), na madrugada de quinta-feira passada, onde policiais se disfarçaram de funcionários da empresa que administra a rodovia para abordar os suspeitos. Em um dos dois veículos em que estavam, a polícia apreendeu 421 quilos de maconha.
A maconha, segundo a polícia, tem origem no Paraguai. Após a prisão de Mauá da Serra, os policiais apreenderam mais um veículo de distribuidor, entre Palotina (96 km ao norte de Cascavel) e Assis Chateubriand (72 km ao norte de Cascavel), onde prenderam o motorista. Dentro do carro havia 20 quilos de maconha. Ao todo, durante as prisões, foram apreendidos oito veículos.
Segundo o delegado de Londrina, a cocaína sai da Bolívia, passa pelo Mato Grosso e por São Paulo antes de chegar em Curitiba. Essa droga também era levada para o Rio Grande do Sul e para Santa Catarina, afirmou.
Após todas as prisões, a polícia localizou, no bairro Parolin, a casa onde era feito o refino, com peneiras, liquidificadores, balanças de precisão e prensas, além de 22,5 quilos de cocaína pura. A residência era alugada. A casa era totalmente blindada. Tinha cercas elétricas, câmeras. Era uma verdadeira fortaleza., descreveu o delegado de Curitiba, Renato Bastos Figueiroa. Durante o refino, um quilo de cocaína pura era transformado em três quilos, o que triplicava o lucro dos traficantes.


