Cu­ri­ti­ba- A po­lí­cia de­sar­ti­cu­lou um es­que­ma de re­fi­no de co­caí­na e pren­deu se­te pes­soas, apon­ta­dos co­mo dis­tri­buí­do­res de dro­ga no Pa­ra­ná, no úl­ti­mo fi­nal de se­ma­na. Du­ran­te a ­ação, equi­pes da Di­vi­são Es­ta­dual de Nar­có­ti­cos (De­narc) apreen­de­ram 35,2 qui­los de co­caí­na e 441 qui­los de ma­co­nha. De acor­do com a po­lí­cia, a qua­dri­lha era mui­to or­ga­ni­za­da, man­ti­nha um la­bo­ra­tó­rio de re­fi­no de co­caí­na em Cu­ri­ti­ba e mo­vi­men­ta­va cer­ca de 20 qui­los da dro­ga por se­ma­na, com um lu­cro se­ma­nal de R$ 400 mil. Se­te uni­da­des es­pe­cia­li­za­das de to­do Es­ta­do par­ti­ci­pa­ram da in­ves­ti­ga­ção.
  ‘‘Es­sa or­ga­ni­za­ção é pró­pria das ­máfias’’, afir­mou o de­le­ga­do-che­fe da De­narc, Sér­gio Iná­cio Si­ri­no. De acor­do com o de­le­ga­do da De­narc em Lon­dri­na, Mi­chel Ro­cha Araú­jo, os in­te­gran­tes da qua­dri­lha ti­nham pa­péis bem de­fi­ni­dos e nem sem­pre se co­nhe­ciam, mas ti­nham vín­cu­lo.
  As pes­soas apon­ta­das co­mo mo­ra­do­ras da ca­sa em que fun­cio­na­va o la­bo­ra­tó­rio, C.P., 36, e sua es­po­sa, D.F., 20, fo­ram pre­sas, na ma­dru­ga­da de sá­ba­do, em ­Mauá da Ser­ra (54 km ao sul de Apu­ca­ra­na), en­quan­to le­va­vam 12 qui­los de co­caí­na pa­ra tra­fi­can­tes lo­cais de Lon­dri­na.
  A in­ves­ti­ga­ção co­me­çou há 30 ­dias, quan­do fo­ram des­co­ber­tos in­dí­cios da exis­tên­cia de uma qua­dri­lha de tra­fi­can­tes que dis­tri­buía dro­ga pa­ra to­do Pa­ra­ná.
  As pri­mei­ras qua­tro pri­sões ocor­re­ram em Céu ­Azul (51 km a oes­te de Cas­ca­vel), na ma­dru­ga­da de quin­ta-fei­ra pas­sa­da, on­de po­li­ciais se dis­far­ça­ram de fun­cio­ná­rios da em­pre­sa que ad­mi­nis­tra a ro­do­via pa­ra abor­dar os sus­pei­tos. Em um dos ­dois veí­cu­los em que es­ta­vam, a po­lí­cia apreen­deu 421 qui­los de ma­co­nha.
  A ma­co­nha, se­gun­do a po­lí­cia, tem ori­gem no Pa­ra­guai. ­Após a pri­são de ­Mauá da Ser­ra, os po­li­ciais apreen­de­ram ­mais um veí­cu­lo de dis­tri­bui­dor, en­tre Pa­lo­ti­na (96 km ao nor­te de Cas­ca­vel) e As­sis Cha­teu­briand (72 km ao nor­te de Cas­ca­vel), on­de pren­de­ram o mo­to­ris­ta. Den­tro do car­ro ha­via 20 qui­los de ma­co­nha. Ao to­do, du­ran­te as pri­sões, fo­ram apreen­di­dos oi­to veí­cu­los.
  Se­gun­do o de­le­ga­do de Lon­dri­na, a co­caí­na sai da Bo­lí­via, pas­sa pe­lo Ma­to Gros­so e por São Pau­lo an­tes de che­gar em Cu­ri­ti­ba. ‘‘Es­sa dro­ga tam­bém era le­va­da pa­ra o Rio Gran­de do Sul e pa­ra San­ta ­Catarina’’, afir­mou.
  ­Após to­das as pri­sões, a po­lí­cia lo­ca­li­zou, no bair­ro Pa­ro­lin, a ca­sa on­de era fei­to o re­fi­no, com pe­nei­ras, li­qui­di­fi­ca­do­res, ba­lan­ças de pre­ci­são e pren­sas, ­além de 22,5 qui­los de co­caí­na pu­ra. A re­si­dên­cia era alu­ga­da. ‘‘A ca­sa era to­tal­men­te ‘­blindada’. Ti­nha cer­cas elé­tri­cas, câ­me­ras. Era uma ver­da­dei­ra for­ta­le­za.’’, des­cre­veu o de­le­ga­do de Cu­ri­ti­ba, Re­na­to Bas­tos Fi­guei­roa. Du­ran­te o re­fi­no, um qui­lo de co­caí­na pu­ra era trans­for­ma­do em ­três qui­los, o que tri­pli­ca­va o lu­cro dos tra­fi­can­tes.

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