Porecatu Já são seis os indiciados no inquérito que apura corrupção de menores e estupro ou atentado violento ao pudor no município de Porecatu (85 km ao norte de Londrina). Ontem à tarde, o delegado que preside as investigações, Aparecido Antonio Gregório, afirmou que duas jovens maiores de 18 anos e um comerciante também responderão por crime de corrupção, que pode ter ocorrido no último dia 2 em um rancho da Zona Rural. Na semana passada, dois comerciantes e um funcionário ligado a uma empresa do Governo do Estado já haviam sido indiciados.
Pelos depoimentos prestados, sete meninas teria sido levado ao rancho onde aconteceria um churrasco. Lá, teriam sido embebedadas com cerveja e uma mistura de refrigerante com aguardente, por oito homens de influência na sociedade porecatuense, conforme relatos das vítimas. Três das adolescentes afirmam ter sido submetidas a algum tipo de prática sexual. Laudos do Instituto Médico-Legal (IML) de Londrina confirmaram que houve lesões sexuais em uma delas.
Ontem, Gregório explicou que as duas integrantes do grupo foram indiciadas porque ''convidaram as menores a participarem da festa onde receberam bebida alcoólica'', prática condenada pelo artigo 218 do Código Penal. ''Como maiores, tinham a obrigação de evitar que isso acontecesse, mas não tomaram providência alguma'', complementou.
Conforme Gregório, o terceiro comerciante indiciado foi apontado em novos depoimentos como mais um que também teria levado as adolescentes ao rancho. A propriedade é a última construção de uma extensa fazenda de soja localizada às margens da rodovia PR-170.
A previsão da Polícia Civil é que o inquérito seja concluído ainda esta semana, para ser encaminhado no início da próxima ao Ministério Público (MP). Para os próximos dias, estão previstos também novos depoimentos e uma acareação entre os seis indiciados, vítimas e testemunhas, informou o delegado.
A Folha não vai publicar os nomes dos suspeitos até que se conclua o relatório. Segundo o delegado, a quebra do segredo de Justiça determinado logo no início a pedido do advogado de uma das vítimas ''afetaria novos fatos que podem surgir'' no processo. ''Além do mais, isso poderia constranger as vítimas. Quando finalizar tudo, vamos falar o nome de um por um'', garantiu o policial.

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