Campinas, SP, 22 (AE) - A Polícia Federal prendeu hoje na região de Campinas quatro pessoas supostamente envolvidas no sequestro do compositor Wellington de Camargo, irmão da dupla Zezé di Camargo e Luciano. Segundo o delegado Admir Tozzo, foram detidos dois homens e duas mulheres. Os acusados, de acordo com o policial, seriam transferidos ainda hoje num avião da PF para Goiânia, onde prestariam depoimento. Os nomes não foram revelados.
Os quatro envolvidos foram presos durante a madrugada de hoje, em locais diferentes, mas o delegado não quis revelar as cidades onde ocorreram as prisões. Segundo ele, isso poderia atrapalhar as investigações. "Ainda falta prender outras pessoas", afirmou. Os quatro ficaram detidos na delegacia da Polícia Federal em Campinas durante todo o dia, mas não foram apresentados à imprensa.
O policial não informou se junto com os acusados foram apreendidos dinheiro, armas ou outro tipo de material. Segundo ele, os envolvidos não resistiram à prisão. O policial também não quis informar onde estão concentradas as diligências para prender outros envolvidos. "Estamos indo muito bem e não queremos que o vazamento de informações atrapalhe nosso trabalho", explicou.
O delegado explicou que as prisões foram efetuadas assim que a Justiça de Goiás expediu os mandados de prisão. A polícia já vinha acompanhando os passos dos acusados há algumas semanas, mas não agiu de maneira mais direta para preservar a vida do compositor, que passou 94 dias nas mãos dos sequestradores. Tozzo não quis revelar a participação que as pessoas presas na região de Campinas tiveram no crime. "Isso será averiguado pela polícia de Goiânia, que conduz o inquérito", disse.
A suspeita de que entre os membros da quadrilha haveria moradores do Estado de São Paulo surgiu depois da descoberta de que várias ligações telefônicas feitas para a casa de Emanuel Camargo, irmão da vítima e negociador do pagamento do resgate, foram feitas de cidades paulistas. Algumas das ligações teriam partido de cidades da região de Campinas, como Sumaré, Rio Claro e Valinhos.
Durante todo o dia de hoje, houve intensa movimentação na delegacia da PF em Campinas. A todo instante, policiais chegavam e saiam, trazendo material apreendido e iniciando novas averiguações. O delegado acredita que toda a quadrilha será presa rapidamente.

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