Polícia de Barueri investiga morte de quatro pessoas por envenenamento
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segunda-feira, 18 de novembro de 2019
Alfredo Henrique - Folhapress 
São Paulo - A polícia identificou um homem que seria a nona pessoa que se intoxicou após consumir uma bebida alcoólica, por volta das 8h30 de sábado (16) em Barueri (Grande SP). A garrafa foi entregue a um morador de rua, horas antes do mesmo dia, na região da Cracolândia, centro da capital paulista. "Essa vítima deu entrada no hospital por volta das 18h, com os mesmos sintomas das outras oito pessoas: pupilas dilatadas, tremedeira e taquicardia", explicou o delegado plantonista Celso Luiz de França, da Delegacia Sede de Barueri. Quatro pessoas morreram após ingerir a bebida e cinco permaneciam internadas até ontem à noite.
O policial acrescentou que Paulo Cézar Pedro, 41, teria consumido o líquido da garrafa, ajudado a socorrer as outras vítimas e, depois, passado mal. Segundo a polícia, a garrafa, de 480 ml, teria sido entregue a Vinicius Salles Cardoso, 31, que permanece internado. Ele teria recebido a bebida quando pediu dinheiro a uma pessoa, ainda não identificada, na região da Cracolândia.
A reportagem apurou que, na quarta-feira (13) moradores de rua, entre eles Cardoso, teriam se desentendido com seguranças de um estabelecimento comercial, localizado na região central de Barueri. A Polícia Civil investiga se o incidente possa ter motivado o crime.
INVESTIGAÇÃO
O mesmo policial acrescentou que o líquido dentro da garrafa teria um cheiro semelhante ao de pesticida. O material será periciado nesta segunda-feira (18), pelo Instituto de Criminalística. A polícia também requisitou exames toxicológicos e de dosagem alcoólica de todas as vítimas. E irá colher os depoimentos dos sobreviventes.
Morreram após a ingestão do líquido o desempregado Edson Sampaio da Silva, 40, e os moradores de rua Luiz Pereira da Silva, 49, Marlon Alves Gonçalves, 39, e Denis da Silva, 33. O aposentado Oswaldo Gonçalves contou que seu filho, Marlon, tinha problemas com álcool "há muitos anos". "Tentei ajudar arrumando empregos, mas ele não parava em nenhum e voltava para a rua". Ele não quis dar mais detalhes sobre o filho.


