Aramina, SP, 10 (AE) - A polícia de Aramina, na região de Ribeirão Preto, instaurou hoje inquérito para apurar as causas do acidente com o ônibus da empresa Linetur, de São Paulo
que matou 13 pessoas na madrugada de quinta-feira, no km 427 da Rodovia Anhanguera. Alguns passageiros que sobreviveram, ainda feridos, disseram que o veículo estava em alta velocidade no momento do acidente. Dos 31 feridos, em hospitais de Ituverava e Igarapava, 13 continuam internados, 11 receberam alta e nove foram transferidos para hospitais de São Paulo.
A versão dos passageiros, que iam para Caldas Novas (GO) e voltariam a São Paulo no domingo, contraria as informações dadas pelo motorista do ônibus, Osvaldo Mendes Ferreira, internado em Ituverava. Ferreira comentou que o veículo "perdeu a traseira", deslizando em 100 metros da pista. Sem controle, o veículo caiu num vão de cinco metros de profundidade. Os vidros do segundo andar do ônibus quebraram e vários passageiros foram jogados para fora, sendo esmagados pela carroceria tombada.
No momento do acidente, aproximadamente às 4h30, chovia e a visibilidade era ruim, além da pista estar escorregadia, segundo a Polícia Rodoviária da região. Por isso, a polícia de Aramina espera o resultado do laudo da perícia técnica, além da análise do tacógrafo do ônibus, para saber se o veículo estava em alta velocidade ou não. O resultado da análise do tacógrafo, equipamento que registra a velocidade do veículo, deverá ficar pronto em 20 dias.
O resgate dos passageiros feridos demorou cerca de quatro horas e o tráfego na Anhanguera ficou lento. Bombeiros de Franca e de Orlândia participaram da ação. Os feridos foram conduzidos aos hospitais por unidades de resgate da Vianorte, concessionária que administra o trecho. Todas as pessoas que morreram, inclusive uma criança de sete anos, estavam na parte traseira do ônibus e não usavam cinto de segurança. As 13 mortes foram instantâneas.

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