Polícia controla rebelião no 5º DP
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domingo, 06 de maio de 2012
Érika Gonçalves <br> Reportagem Local 
Londrina - Uma rebelião na tarde de ontem no 5º Distrito Policial, na Zona Norte de Londrina, mais uma vez chamou a atenção para a superlotação das cadeias e reacendeu o medo de uma fuga em massa. Informações não oficiais dão conta de que no horário do almoço os presos teriam rendido o carcereiro para tentar fugir. Como este conseguiu avisar os policiais sobre a tentativa de fuga, os presos se trancaram pelo lado de dentro da carceragem.
Reportagem publicada pela FOLHA no início do mês já alertava que o problema poderia ocorrer, depois que a juíza da Vara de Execuções Penais (VEP), Márcia Guimarães, determinou que todos os novos presos em Londrina, os quais antes eram levados para o 2º DP, fossem encaminhados só para o 5º DP. No dia em que a matéria foi feita o local estava com 72 presos, quando a capacidade é de 24 pessoas.
Por volta das 17h30 de ontem, os policiais teriam conseguido conter os detentos, que foram então levados para o pátio para contagem e revista. O Siate foi chamado para atender ao carcereiro que teria sido agredido pelos presos.
No final da tarde alguns familiares estiveram no local em busca de notícias. Uma mulher tentava obter notícias do sobrinho, que teria sido baleado durante a rebelião. Questionada sobre como ela teria recebido a informação, ela não soube dizer quem teria telefonado. O rapaz estaria no local há pouco mais de uma semana.
Outra moça passava pelo local quando soube que a rebelião estava em curso. Temendo pelo irmão, preso há oito meses, ela aguardava em frente ao DP por notícias. ''Ele tem bom comportamento por isso espero que nada tenha acontecido por ele. Mas estou aflita para saber o que está acontecendo para poder avisar a minha mãe'', explicou. Segundo ela, na última semana, durante a visita, o rapaz teria dito que estava dividindo a cela com mais 11 presos.
Um outro senhor também esperava para saber se o filho, preso há poucos dias e transferido na manhã de ontem para o 5º DP, estava bem. ''É a primeira vez que ele vai preso e já estou passando por isso'', lamentou.
O advogado Amilton Laertes de Araújo, presidente do Conselho da Comunidade, órgão do Poder Judiciário criado para efetivar a participação da sociedade nas penitenciárias, foi chamado ao local por uma advogada para averiguar a situação de um outro detento que também teria sido ferido durante o confronto. ''Pude observar os presos no pátio. O rapaz pelo qual fui chamado foi atingido por balas de dispersão, mas está bem. Todos os outros também estão, não há feridos'', declarou. Questionado se os detentos teriam quebrado ou colocado fogo no DP, ele apenas respondeu que ''nessas ocasiões sempre se quebra alguma coisa''.
Até o fechamento da edição ainda não havia terminado a revista nas celas.


