Washington - A polícia confirmou que o assassinato de anteontem em um ponto de ônibus no Condado de Montgomery, Maryland, está ligado aos ataques do serial killer que apavora a região de Washington.
Os exames balísticos demonstram que esse último tiro, que matou Conrad Johnson, de 35 anos, foi feito pelo franco-atirador, informou o comissário encarregado da investigação, Charles Moose.
Todas as vítimas do franco-atirador foram atingidas por um único tiro, disparado à distância. Ele começou a atacar no dia 2 de outubro, e até hoje já fez 13 vítimas, 10 delas fatais.
Medo nas escolas - As escolas localizadas na região de Washington, capital dos Estados Unidos, abriram suas portas pontualmente, ontem, mas com esquemas de segurança reforçados. Nos subúrbios de Maryland, onde ocorreram cinco das nove mortes, os colégios mantiveram os alunos entre quatro paredes durante todo o dia.
Os colégios de uma zona bastante grande do Estado da Virgínia ficaram fechados entre segunda-feira e terça-feira para evitar o risco de um novo ataque. No total, cerca de 150 mil alunos permaneceram em suas casas.
Comunicação - O franco-atirador deixou uma nova carta perto do lugar onde um homem foi baleado e morto anteontem, informou ontem o jornal ''The Baltimore'.
A carta, que tem várias páginas, foi encontrada na entrada norte do parque de Aspen Hills e repete as mesmas exigências que o matador fez em uma mensagem anterior, deixada em Ashland (Sul da Virgínia), onde cometeu o penúltimo assassinato. Na carta, pede US$ 10 milhões e ameaça matar crianças.
O criminoso entrou em contato com a polícia já faz tempo, aparentemente no início dos assassinatos em série em 2 de outubro no Condado de Montgomery.
Em um tom amargo, o franco-atirador se queixa de que os policiais ignoraram boa parte de seus telefonemas, chamando-os ''incompetentes'' e acrescentando que ''cinco pessoas morreram'' devido a esse descuido.

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