Polícia conclui inquérito de roubo via Internet
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 04 de agosto de 1999
Por Denise Lacerda, especial para a AE 
Florianópolis, 05 (AE) - O delegado Waldir César Padilha
coordenador da Central de Operações da Polícia Civil (Copoc) de Blumenau, concluiu hoje e encaminha amanhã (06) à Justiça o inquérito onde pede a prisão preventiva de Rodines Miranda Peres
26 anos. O comerciante é o principal suspeito de ser o mentor intelectual do golpe da "quadrilha virtual", onde cerca de R$ 1,5 milhão foram transferidos de uma conta corrente para outra via Internet.
No inquérito o delegado requer ordem juducial para quebra do sigilo bancário de Peres e quebra do sigilo do seu provedor de Internet. A polícia quer rastrear sua movimentação e descobrir quais os terminais telefônicos utilizados para as transações ilegais. "Estamos convencidos de que achamos os verdadeiros culpados uma vez que, depois da divulgação do caso, não houve mais nenhum problema em contas bancárias", garante Padilha. "Só estou aguardando a quebra do sigilo para juntar as provas".
Alguma das provas, segundo o delegado, são documentos bancários de terceiros, como extrato de conta corrente, que a polícia encontrou com Peres no mês passado durante uma blitz de trânsito, e agenda com nomes de pessoas que foram lesadas. São mais de cem correntistas que tiveram suas contas movimentadas. Peres já é conhecido da polícia do município de Blumenau e do Ministério Público estadual. Ele já protagonizou inquérito instaurado na região, instaurado pelo delegado Sílvio Gomes Filho, que investigou a sua participação em outros casos.
Roberto Barros Leite, Rubens Barros Leite, Volnei Sella e Wagner Moreira Stahnke também foram indiciados no inquérito, junto com Rodines Peres, por furto qualificado e formação de quadrilha. "Tenho um roteiro da movimentação do dinheiro", diz o delegado Padilha. Segundo ele, este é o primeiro caso na região de "quadrilha virtual", onde, sem tocar nas pessoas e, com uma simples tecla, os ladrões estão levando o dinheiro.


