Polícia comemora 100% de elucidação dos latrocínios
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segunda-feira, 12 de agosto de 2013
Lúcio Flávio Moura<br>Reportagem Local 
Londrina A seção de Furtos e Roubos da 10ª Subdivisão Policial, em Londrina, manteve o índice de 100% de elucidação identificação do autor e posterior prisão - nos latrocínios (roubos seguidos de morte). Com a prisão do assaltante Tiago Paulo Teodoro, de 20 anos, oito horas depois ao assassinato e a consequente conclusão do inquérito da morte do açougueiro Joel Vieira Gonçalves Sobrinho, morto aos 62 anos com dois tiros durante um assalto na manhã de sábado no Mercado Municipal da Vila Casoni (centro), a polícia, mais uma vez, deu uma resposta rápida ao clamor por punição.
Desde 2011, foram 11 crimes do gênero no município e, em nenhum dos casos, o autor ficou impune. Em 2012, foram dois casos, e em 2011, cinco. Nos quatro casos deste ano, os acusados foram presos em flagrante, ou seja, foram pegos no mesmo dia do crime ou no dia seguinte.
"É um crime tratado como prioritário pela polícia", explicou o superintendente da subdivisão, José Márcio Ilkiu. "Na verdade, o comando desta subdivisão recomenda que os policiais priorizem e se dediquem com especial atenção às investigações de roubo contra casas comerciais e residências, o que acaba se refletindo em mais prisões e em menos tempo, o que acaba prevenindo a ocorrência dos latrocínios", completou. Segundo a estatística policial, é muito raro um caso de latrocínio em que o autor dos disparos não tenha antecedentes de roubo.
No caso do crime na Vila Casoni, Ilkiu destacou a astúcia de um dos investigadores, que junto a uma testemunha descobriu que o atirador havia usado um carro para chegar ao local, apontando o ponto em que ele foi visto. "Foi um detalhe decisivo, que permitiu a identificação do suspeito", avaliou o superintendente. Em Londrina, a seção de Furtos e Roubos da Polícia Civil, que deu suporte às ações da Polícia Militar na busca pelos autores dos latrocínios, é composto por 20 pessoas.
Além da perspicácia de um investigador, a prisão de Teodoro só foi possível com as gravações feitas por uma câmera de segurança instalada em uma empresa, um fator surpresa para quem pratica o delito. Com as imagens, foi possível identificar a placa e o dono do veículo. "As câmeras de monitoramento se tornaram grandes aliadas da polícia. A proliferação deste tipo de equipamento em empresas e mesmo a rede que está à serviço da Guarda Municipal tem nos auxiliado na elucidação de muitos crimes, inclusive os mais graves", afirmou o policial civil.
A pena para latrocínio varia de 20 a 30 anos de prisão. No caso de homicídios, a mínima é de 8 anos.


