Luciana Pombo
De Curitiba
A Delegacia da Ordem Social de Curitiba fez ontem, durante o período da manhã, uma blitz em dez estabelecimentos comerciais que estariam utilizando máquinas caça-níqueis sem a autorização da Justiça. As denúncias foram feitas pelo Serviço de Loterias do Estado do Paraná (Serlopar) e por moradores da região da Vila Fany e do Pinheirinho. Segundo o delegado Marcos Michelotto, todos os locais visitados já haviam retirado os equipamentos irregulares. ‘‘As notícias divulgadas na imprensa aceleraram o processo de retirada de máquinas sem licença dos estabelecimentos comerciais’’, argumentou ele.
Anteontem, foram apreendidas na cidade seis máquinas que estavam sendo utilizadas num bar, no bairro Pinheirinho, e numa casa lotérica, no Sítio Cercado. ‘‘A notícia da apreensão correu rapidamente entre os proprietários de bares, lanchonetes e casas lotéricas. As máquinas irregulares foram todas escondidas’’, afirmou.
Michelotto explicou que as apreensões deste tipo de equipamento não são uma novidade em Curitiba. Elas têm ocorrido há três meses e cerca de 20 máquinas foram lacradas e encaminhadas para o Instituto de Criminalística. ‘‘Estamos apreendendo principalmente as máquinas que foram instaladas perto de colégios, porque tínhamos a denúncia de que menores estavam perdendo dinheiro nos jogos, o que – por si só – é ilegal’’, salientou o delegado.
A Delegacia de Ordem Social recebeu, desde o início do ano, diversos pedidos de alvarás de empresas para a exploração de máquinas caça-níqueis. Nenhuma autorização foi expedida. Quatro empresas paranaenses conseguiram a autorização na Justiça e ainda podem atuar normalmente no Estado. ‘‘Até uma decisão contrária da própria Justiça, não poderemos atuar contra estas quatro empresas’’, alegou ele, não citando quais as empresas que conseguiram o alvará.

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