Policiais civis da Denarc (Divisão Estadual de Narcóticos) desencadearam, na manhã desta quinta-feira (24), a Operação Dinastia. Ao todo, cinco mandados de prisão e 19 de busca e apreensão foram cumpridos nas cidades de Maringá, Sarandi e Colorado, no Noroeste.

Segundo informações da Polícia Civil, a organização criminosa, com vários integrantes da mesma família, atuava no tráfico de drogas em Maringá e região metropolitana. Mais de cem policiais civis e militares participaram da ação.

O delegado-chefe da Denarc em Maringá, Leandro Roque, destacou que a operação é resultado de dez meses de investigação com o apoio de integrantes do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado).

"Identificamos que a organização criminosa tinha toda uma rede de funcionamento, uma hierarquia, traficantes que faziam a arrecadação do dinheiro, que disputavam pontos de drogas e que traziam novos integrantes”, detalhou.

O grupo já foi investigado pelo Gaeco e pela Polícia Federal e atua há, aproximadamente, 15 anos na região de Maringá. “Em anos anteriores, houve uma guerra em Sarandi com outra organização criminosa e isso resultou em várias mortes. Em meados deste ano, os grupos fizeram uma trégua”, comentou.

Um dos investigados foi morto no mês de agosto por outro traficante em Maringá. Entre os presos na operação desta quarta-feira está um suspeito de homicídio.

A polícia apreendeu celulares, R$ 500 e US$ 200 em dinheiro e 33 gramas de maconha. Mandados de busca e apreensão de veículos dos investigados também foram expedidos pela Justiça. Porém, os carros de luxo não foram localizados. Seis pessoas são consideradas foragidas.

“A gente investiga uma organização criminosa muito maior, mas identificamos e reunimos provas apenas contra esses integrantes até o momento. O grupo chegou a dominar a venda e distribuição de drogas em Maringá. Comercializavam todos os tipos de drogas, principalmente cocaína”, afirmou o delegado.

Os presos devem responder por organização criminosa e tráfico de drogas. Os três homens detidos serão encaminhados para a 9ª Subdivisão da Polícia Civil em Maringá. As duas mulheres devem permanecer na carceragem de Astorga.

(Matéria atualizada às 12h45)

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