Equipamentos de informática foram apreendidos e serão encaminhados ao Instituto de Criminalística para perícia
Equipamentos de informática foram apreendidos e serão encaminhados ao Instituto de Criminalística para perícia | Foto: PCPR/Divulgação

Cinco pessoas foram presas em operação deflagrada pela Polícia Civil para combater abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes no Paraná. A operação Proteção Integral foi realizada na manhã desta terça-feira (19) em oito cidades do Estado: Londrina, Curitiba, Cambé, Foz do Iguaçu, Cascavel, Almirante Tamandaré, Palmas e Pato Branco.

Em Londrina, dois homens foram presos. Um pensionista de 30 anos e um pintor de 41 anos. As identidades não foram divulgadas pela Polícia Civil. Outras prisões foram realizadas em Almirante Tamandaré, Pato Branco e Cascavel. Além dos cinco detidos, quatro homens foram indiciados.

Segundo o coordenador da operação, delegado José Barreto de Macedo Júnior, os presos vão responder pelo crime de pornografia infantil, previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente. “Em alguns casos não foi possível fazer a prisão em flagrante. Porém, nós verificamos através dos nossos policiais que existiam indícios de que alguns arquivos de pedofilia haviam sido deletados. Todos os equipamentos foram apreendidos, vão ser encaminhados ao Instituto de Criminalística para perícia e, após o laudo, essas pessoas serão indiciadas pelo crime de armazenamento e controle de pornografia infantil”, explicou.

As equipes encontraram fotos e vídeos de crianças e adolescentes em situação de exploração sexual. Os equipamentos de informática foram apreendidos e levados à delegacia. Foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão.

Conforme Macedo Júnior, a investigação continua mesmo após a conclusão da operação desta terça-feira. “A partir desse conteúdo, nós vamos analisar a existência de vítimas concretas para que a gente possa chegar até essas pessoas e comprovar um possível crime de abuso sexual”, afirmou.

O chefe do Núcleo de Combate aos Cibercrimes, delegado Demetrius Gonzaga de Oliveira, frisou que não há um perfil específico de quem armazena conteúdos relacionados à pedofilia. "Já detectamos ao longo desses anos várias situações em que jovens e adolescentes participavam alimentando redes de pedofilia. Já detectamos também idosos que passavam dos 70 anos. Pode ser qualquer pessoa, basta que ela tenha, digamos, aquela tendência e aquele interesse na produção e arquivamento desse tipo de material”, destacou.

A Polícia Civil espera, por meio da análise do material apreendido, verificar se os envolvidos lucravam com o compartilhamento dos arquivos, participavam da produção de fotos e vídeos e até aliciavam crianças e adolescentes. A pena para os investigados vai variar de acordo com os fatos que serão apurados com a ajuda da perícia nos equipamentos de informática.

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