Polícia Civil diz que PM não preservou local do acidente
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quarta-feira, 21 de julho de 2010
Diana Brito<br>Folhapress 
Rio de Janeiro - O chefe de operações da 15 DP (Gávea), Alexandre Estelita, afirmou ontem de manhã que a equipe da Polícia Militar ''falhou'' ao deixar de preservar o local onde o filho da atriz Cissa Guimarães foi atropelado na madrugada de ontem no túnel Acústico, extensão do Zuzu Angel, na Gávea, zona sul do Rio.
Estelita diz que o suposto erro dos policiais ''dificulta a apuração pericial'' para confirmar se o jovem foi atropelado por um veículo que disputava ''pega''. ''Eles pararam os veículos, mas não se sabe o motivo deles não terem levado o autor do atropelamento até a delegacia. O dever deles era preservar o local, encaminhar o autor pra delegacia para as providências serem tomadas no âmbito da polícia judiciária. Isso eles não fizeram e incorreram numa falha'', disse o chefe de operações da delegacia da Gávea.
O porta-voz da PM, capitão Ivan Blaz, afirmou hoje que foram os PMs que constataram - através da verificação preliminar do local do crime - os primeiros indícios do atropelamento depois de já terem abordado e liberado os suspeitos. Os policiais em seguida encaminharam as informações para a Polícia Civil.
''A abordagem dos policiais aos motoristas foi realizada a cerca de 7 km da saída do túnel, na altura da rua Padre Leonel Franco. Naquele momento, os policiais não tinham ciência do atropelamento. A olho nu, o veículo não apresentava nenhum indício de que havia sido instrumento de cometimento de crime, além de não apresentar nenhuma alteração documental''. disse o porta-voz da PM.
A PM informou que, mesmo com os carros vistoriados, os policiais não suspeitaram que um dos veículos estava com sangue. ''Um dos carros estava levemente amassado, mas vários carros circulam assim na cidade. Um carro preto, num local de baixa luminosidade. ''A olho nu não haveria possibilidade de identificar isso (sangue no veículo)'', afirmou Blaz.


