A Polícia Civil encerrou as investigações da morte do radialista Oscarlino Bento de Souza, conhecido como Trovão, e concluiu que o suspeito de 42 anos atuou sozinho. O idoso tinha 80 anos e foi assassinada na madrugada de 25 de janeiro com 11 facadas no tórax e abdômen em sua casa, na rua José Stela, no conjunto Luiz de Sá, zona norte de Londrina. A faca não foi encontrada pelos investigadores da 10ª SDP (Subdivisão Policial). Ao ser interrogado, confessou a autoria do crime.

Imagem ilustrativa da imagem Polícia Civil descarta participação de mais suspeitos na morte de radialista

De acordo com o delegado Rafael Souza Pinto, o homem foi indiciado por homicídio triplamente qualificado por recurso que dificultou a defesa da vítima, meio cruel e conexão teleológica, quando o crime acontece para esconder outro que seria praticado. "No meu entendimento, a intenção era praticar um delito contra o patrimônio, até porque ele entrou na casa e arrombou a porta. Quando o suspeito percebeu que o seu Oscarlino o reconheceu, surgiu outra motivação. Por isso, na minha opinião, não há latrocínio", informou.

Além do homicídio, o autor deve responder por furto qualificado. A polícia também acredita que ele planejou o assassinato. "Ele morava perto do comunicador, o que facilitou o acesso à residência. Havia um conhecimento mais apurado de como entrar na casa. O criminoso também sabia que lá residia uma pessoa idosa, que ofereceria pouca resistência em uma luta corporal", disse.

Segundo a apuração policial, o suspeito conhecia o radialista desde a infância. O corpo foi encontrado por familiares dois dias após o homicídio. Os investigadores descobriram que os objetos pessoais furtados do imóvel foram vendidos em um comércio do bairro onde a morte foi registrada. O caso segue agora para oferecimento de denúncia ou não do Ministério Público.

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