São Paulo, 21 (AE) - Uma reformulação na Polícia Civil de São Paulo começará a ser feita em poucas semanas com a extinção de setores importantes, como os Departamentos de Polícia do Consumidor (Decon), a Polícia Judiciária de São Paulo/Interior (Deinter) e de Comunicação Social (DCS). O objetivo é tentar fazer com que a polícia seja mais dinâmica e eficiente nas investigações e no atendimento nos distritos policiais na capital e no interior.
Os crimes contra a economia, saúde e o meio ambiente, de responsabilidade do Decon, passarão a ser registrados pelos distritos. Os chamados crimes de colarinho branco, atendidos pela Divisão de Crimes Fazendários, passarão para as delegacias do Departamento de Investigações Sobre Crimes Patrimoniais (Depatri).
Na semana passada, os diretores dos Departamentos de Comunicação Social (DCS), Polícia do Consumidor (Decon), Planejamento e Controle da Polícia (Deplan), Administração da Delegacia Geral (Dadg), Telemática da Polícia Civil (Detel) e Polícia Judiciária São Paulo/Interior (Deinter) foram informados da extinção dos órgãos.
Alguns diretores devem ser transferidos para a chefia de outros departamentos. Outros serão aproveitados em divisões. "O importante é que todos trabalhem, e motivados", afirma o delegado-geral Marco Antonio Desgualdo. Serão criados departamentos de polícia para as regiões de Santos, São José dos Campos, Ribeirão Preto e Sorocaba.
Para acertar os últimos detalhes do projeto de reestruturação, o secretário da Segurança, Marco Vinício Petrelluzzi, reuniu-se hoje com integrantes das cúpulas da Polícias Civil e Militar.
Para Desgualdo, a reestrutura é fundamental e deve motivar o policial. "É preciso que todos os recursos disponíveis sejam utilizados e aplicadas cada vez mais as técnicas de investigação para o esclarecimento de crimes e a prisão de criminosos."
Remanejamento - Na reformulação, centenas de policiais serão designados para os novos e antigos departamentos da Polícia Civil. Um levantamento será feito em cada departamento para saber o número de policiais, suas funções, a produção e o que estão fazendo. Com o novo esquema, os distritos terão mais delegados, investigadores e escrivães para atender com rapidez às queixas. "As filas vão acabar e as pessoas que já chegam arrasadas num distrito não podem sair pior do que entraram", afirmou Desgualdo.
O policiamento de rua será intensificado pela Polícia Civil com os veículos comprados pelo governo. São mais de 400 carros que começam a ser entregues esta semana para os departamentos.
Militar - A reformulação também vai atingir a Polícia Militar. Serão criados comandos de policiamento de área em sete cidades do interior, algumas na mesma região dos departamentos novos da Polícia Civil. Na capital, o Comando de Policiamento Metropolitano (CPM) será dividido. Haverá um comando somente para a capital e outro para os municípios da Grande São Paulo.
Os destacamentos terão patrulhas com soldados, cabos, sargentos, tenentes e capitães, trabalhando em conjunto com policiais civis. A reestruturação, que tem também como um dos principais objetivos o trabalho integrado entre as duas polícias
deve ser anunciado esta semana pelo secretário Petrelluzzi.

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