Polícia Civil apreende 300 pés de maconha orgânica em Curitiba
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segunda-feira, 05 de setembro de 2016
Reportagem Local 
Um idoso de 64 anos foi preso neste fim de semana em Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC) por cultivar 300 pés de maconha orgânica dentro de casa, na periferia da cidade. Segundo a Polícia Civil, que só divulgou a prisão ontem, a variedade da planta é considerada de alta qualidade pelos consumidores por concentrar níveis elevados do princípio ativo tetra-hidrocanabinol, o THC. O delegado de Campo Largo, Cassiano Aufiero, informou que o quilo da droga era vendido por R$ 50 mil.
A grande movimentação de carros de luxo pelo bairro Cercadinho, à margem da BR-277, na saída para Curitiba, levantou suspeitas por parte dos investigadores. O delegado contou que havia três meses que os policiais tinham a informação que os criminosos mantinham o cultivo em áreas afastadas da cidade. Com base nas informações, os policiais investigaram as tarifas de consumo de energia das casas do bairro e descobriram que o endereço em questão tinha passado a pagar cerca de R$ 700 nos últimos quatro meses, quase dez vezes mais que o consumo médio dos meses anteriores.
Ao chegar no local, um sobrado de 50 metros quadrados alugado pelos suspeitos, a polícia encontrou os 300 pés da planta e objetos utilizados para o cultivo de maconha como adubos, luzes, ventiladores, aquecedores, além de certa quantidade da droga já triturada. Todo o equipamento apreendido foi avaliado em R$ 16 mil. "A quadrilha recrutava pessoas humildes para realizar o cultivo dentro de casas mais afastadas, financiando toda a estrutura necessária, desde a aparelhagem, adubos e a própria conta de energia elétrica, elevada por conta do cultivo", afirmou Aufiero.
A suspeita da polícia é que a quadrilha tenha outros pontos de cultivo e que a droga seja usada para abastecer o consumo de empresários e pessoas de alto poder aquisitivo de toda a região, inclusive da capital. Além do idoso que foi preso por tráfico de drogas e associação ao tráfico, outras duas pessoas foram identificadas e serão investigadas pela polícia. "As investigações continuam para prender outros comparsas e averiguar quem são os donos de alguns veículos de luxo que passavam pela casa usada para o cultivo", relata o delegado.


