Polícia Científica acelera análise de amostras de DNA
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terça-feira, 16 de julho de 2013
Rubens Chueire Jr.<br>Reportagem Local 
Curitiba - A Polícia Científica do Paraná informou ontem que está realizando novos exames em amostras de DNA colhidas nesta semana para tentar identificar o autor ou autores da morte de Tayná Adriane da Silva, de 14 anos. A jovem foi estuprada e assassinada em Colombo (Região Metropolitana de Curitiba). O corpo dela foi encontrado no dia 28 de junho.
A polícia não confirma a quantidade de material já coletado e nem quantas pessoas estão sendo investigadas. A Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp) disse apenas que mais de trinta horas de depoimentos já foram colhidos desde que a apuração foi reiniciada. A expectativa é de que até a próxima sexta-feira o resultado de alguns destes exames estejam prontos e possam auxilar nas investigações.
Como o caso corre em segredo de Justiça, nem o delegado designado para o apurar o caso, Guilherme Rangel, nem o assessor civil da Sesp, Rafael Vianna, que acompanha os trabalhos, comentam o andamento das investigações.
O Ministério Público do Paraná (MPPR) também monitora o caso. "Procuramos ficar informados em tempo real. Caso formos solicitados, como já ocorreu, também vamos acompanhar os depoimentos de novas testemunhas", ressaltou o promotor Paulo Markowicz de Lima.
O caso sofreu uma reviravolta depois que os quatro suspeitos do crime foram libertados pela Justiça. Eles teriam confessado sob tortura. O grupo aguarda agora a resposta para o pedido de inclusão no Programa de Proteção à Testemunha, o que deve ocorrer até amanhã.
O coordenador geral do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Leonir Batisti, aguarda para hoje a expedição dos mandados de prisão contra os 15 policiais civis supostamente envolvidos nas torturas. "Vamos ouvir todos os policiais que foram identificados", afirmou. A reportagem entrou em contato com os familiares de Tayná, que disseram que só vão se pronunciar quando a polícia der respostas sobre o crime.
Comitê
Diante das denúncias de tortura, o Instituto de Defesa dos Direitos Humanos (Iddeha) protocolou ontem um ofício junto à Secretaria Estadual de Justiça (Seju) solicitando a reinstalação do Comitê Estadual Contra a Tortura, que não está funcionando atualmente. A Seju informou que ações para reorganizar o comitê já estão sendo tomadas.
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