POLÍCIA CIENTÍFICA - Deficit de peritos criminais passa de 90%
O Paraná tem atualmente um deficit de 92,2% de peritos criminais nas 10 unidades do Instituto de Criminalística em funcionamento no Estado. A constatação surgiu a partir de um levantamento feito pelo Sindicato dos Peritos Oficiais e Auxiliares do Paraná (Sinpoapar), junto aos servidores de cada uma das unidades.
O Estado tem 300 vagas disponíveis, conforme prevê a Lei nº 15.793/08. Entretanto, atualmente apenas 161 profissionais estão na ativa para atender mais de 10 milhões de habitantes, o que dá uma proporção média de um perito para cada 65 mil habitantes. Conforme o Sinpoapar, este número está muito distante do ideal estipulado pela Organização das Nações Unidas (ONU), de um perito para cada 5 mil habitantes.
O número ideal, conforme o sindicato destacou seria de 2.088 peritos criminais, uma diferença de 1.927 profissionais em relação aos que atuam hoje em dia.
Estamos bem longe do ideal. Sabemos também que chegar a estes números da ONU é quase impossível, mas o Paraná precisa pelo menos do dobro de profissionais de hoje, destacou o presidente do Sinpoapar, Ciro Pimenta.
Ele ressalta que, com a falta de peritos no Estado e o volume de trabalho, muitos casos investigados podem ser prejudicados. O que é examinado pelo perito garante subsídio técnico para que o juiz possa condenar ou absolver acusados de crimes.
● São responsáveis pela produção de prova material que a polícia utiliza como embasamento para seguir com as investigações
● Organização internacional, fundada em 1945, cujo objetivo declarado é facilitar a cooperação nos âmbitos do direito, segurança e desenvolvimento econômico entre as nações
O Programa Folha Cidadania tem como objetivo criar o hábito de leitura entre os jovens.





