São Paulo - A polícia cercou ontem a sede do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em São Paulo para tentar prender o irmão do líder José Rainha Júnior, o advogado Roberto Rainha, condenado em primeira instância por formação de quadrilha pelo juiz de Teodoro Sampaio, Atis de Araújo Oliveira. A operação acabou frustrada após dirigentes do MST acionarem membros integrantes do governo federal, entre eles o ministro chefe da Casa Civil, José Dirceu e do governo estadual. Após a negociação, eles chegaram a um acordo e que o local seria vistoriado hoje pela manhã.
No final da tarde, oito homens do Grupo de Operações Especiais (GOE) chegaram à sede do MST com um mandado de prisão contra Roberto Rainha. Os advogados do MST conseguiram convencê-los a sair, alegando a inexistência de um mandado de busca e apreensão. Os policiais então, cercaram o local.
Um dos coordenadores do MST, Gilmar Mauro, e o presidente da Central Única dos Trabalhadores, Luiz Marinho, dirigiram-se ao local. Acionaram o ministro Dirceu, o secretário-geral da presidência, Luiz Dulci e o secretário estadual da Justiça, Alexandre Moraes. ''Essas prisões são políticas, numa escalada de violência contra o MST'', disse Mauro.
Além de Roberto Rainha, outros 10 integrantes do MST tiveram a prisão decretada, entre elas, a mulher de José Rainha, Diolinda, por causa de uma ocupação ocorrida há três anos no Pontal do Paranapanema.

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