São Paulo - Um dos homens mais procurados do País, o ex-médico Roger Abdelmassih, de 70 anos, condenado a 278 anos de prisão pelo estupro de 37 pacientes, foi capturado nesta terça-feira, às 13h35, em Assunção, no Paraguai. Foragido desde 6 de janeiro de 2011, ele vivia havia três anos no país vizinho.
Um dos maiores especialistas em fertilização in vitro do Brasil, o ex-médico foi preso quando buscava os dois filhos pequenos na escola. Estava acompanhado pela mulher e mãe da crianças, Larissa Maria Sacco, de 37 anos. Três carros com policiais da Secretaria Nacional Antidrogas (Senad), do Paraguai, cercaram o foragido. A polícia do país vizinho era apoiada por homens da Polícia Federal (PF) brasileira.
Surpreso, Abdelmassih não reagiu. "Não esboçou reação, a não ser no rosto, com as feições paralisadas e boca aberta", contou o delegado Marcos Paulo Pimentel, da PF. O ex-médico só quis saber o que aconteceria com a mulher, pois alguém teria de cuidar das crianças.
Abdelmassih, por quem o governo de São Paulo oferecia R$ 10 mil de recompensa por informações que levassem a sua captura, figurava na chamada "difusão vermelha" da Interpol - o índex dos criminosos mais procurados do mundo. Ele morava em uma casa em Villa Morra, bairro de classe alta da capital paraguaia.
Depois da prisão, o ex-médico foi levado à sede do departamento de imigração daquele país. Abdelmassih e Larissa usavam em Assunção, segundo a PF, documentos falsos. De acordo com Francisco Ayala, diretor de Comunicação da Senad paraguaia, a "condição de imigrante ilegal em território paraguaio facilitou a expulsão do ex-médico" do país.
Abdelmassih começou a ser investigado pelo Ministério Público Estadual (MPE) em 2008. Acabou acusado de 56 estupros contra 37 vítimas - todas pacientes do então médico, que abusaria das mulheres que recorriam a sua clínica para engravidar.

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