São Paulo - A Polícia Militar de Minas Gerais está fazendo uma verdadeira caçada à quadrilha que assaltou dois bancos, matou um PM e fez ao menos 20 reféns entre a tarde e a noite de terça-feira na região do Triângulo Mineiro. Cerca de 200 policiais participam das buscas.
Na início da manhã de ontem, oito reféns foram encontrados em um matagal na cidade de Sacramento. Entre eles estavam cinco policiais militares, dois delegados e um juiz de Carmo de Paranaíba, todos amarrados. De acordo com a PM, eles foram resgatados depois que um dos delegados conseguiu ligar para a noiva.
A ação começou na tarde de terça. A quadrilha, que teria entre dez e 15 integrantes, invadiu uma agência do Itaú e outra do Banco do Brasil em São Gotardo e trocou tiros com a polícia. O cabo Wandeck Costa da Silva morreu após ser atingido na cabeça. Outros dois policiais foram baleados mas não correm risco de morte.
Na saída de São Gotardo, o grupo cruzou com um carro da Polícia Civil que ia para cidade com dois delegados. Segundo a PM, o grupo rendeu os dois e um juiz que os seguia em seu carro particular.
Durante perseguição, os policiais perceberam que outros carros davam cobertura para o grupo. A polícia montou bloqueios nas estradas. Policiais mobilizados para deter o grupo, no entanto, foram capturados: os reféns eram usados como escudos humanos e trocados por outros policias em cada bloqueio, realizando um rodízio. De acordo com a PM de Passos de Minas, 18 pms foram usados como escudos.
Os criminosos seguiram por estradas vicinais, sempre roubando novos carros e abandonando os anteriores para despistar a polícia. Dois carros da polícia que haviam sido roubados foram encontrados com os reféns. A polícia suspeita que o grupo seja de São Paulo.

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