Polícia baiana procura assassinos de prefeito
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segunda-feira, 21 de dezembro de 1998
Agência Estado 
A Polícia Rodoviária Federal alertou todos os postos na Bahia para localizar o Tempra azul ocupado pelos assassinos do prefeito do município de Castro Alves, Geraldo Moura (PPB), morto a tiros de revólver na tarde de sábado, quando andava pela feira livre da cidade, a 187 quilômetros de Salvador. Duas feirantes também morreram no atentado.
Os policiais acreditam que o crime foi encomendado a pistoleiros profissionais e, até ontem, haviam obtido duas pistas: o carro teria sido visto rumo ao município de Milagres, na rodovia BR-116, ou na região de Itaberaba, na Chapada Diamantina. Ao perceberem a movimentação das patrulhas, os criminosos devem ter entrado em estradas vicinais.
Segundo o delegado Jairo Mendes, responsável pelas investigações, Moura foi alvejado nas costas com cinco tiros de revólver. Como faz todos os sábados, o prefeito conversava com os moradores da zona rural que trazem seus produtos para comercializar na única feira livre da cidade, disse Mendes.
Ele foi surpreendido, sem chance de defesa, embora estivesse armado. Dois pistoleiros acertaram o prefeito, enquanto um terceiro os esperava no Tempra, fugindo em alta velocidade, relatou.
As feirantes mortas são Waldomira Oliveira e Helena Santos. O segurança do prefeito, Carlos Oliveira, também atingido por tiros, foi levado ao hospital da cidade vizinha de Cruz das Almas e já está fora de perigo.
O delegado afirmou que vai chamar para depor o vice-prefeito, Diógenes Oliveira, que não vinha se entendendo com Moura. Mendes está coletando dados sobre o relacionamento de Moura com empresários concorrentes no setor de transportes e está apurando ainda o possível envolvimento do prefeito com agiotas, que teriam se cansado de cobrar dívidas contraídas por ele para manter sua empresa de ônibus.
Os assassinos conheciam os hábitos do prefeito e o seguiram até o momento que consideraram mais oportuno para agir, disse o delegado.


