VITÓRIA DA CONQUISTA - A polícia da Bahia intensificou a ‘‘pressão psicológica’’ contra os 15 detentos que mantinham sete reféns desde a tarde de sábado até às 19h30 de ontem no setor de administração do presídio Newton Gonçalves.
Durante toda a madrugada e a manhã de ontem, as sirenes dos carros da polícia foram ligadas de meia em meia hora. A PM também explodiu bombas de efeito moral, instalou atiradores de elite nas casas próximas ao presídio. ‘‘A partir de agora, os detentos não vão dormir mais’’, disse o delegado especial Waldir Barbosa, que está comandando as negociações com os presos do motim.
Na noite de anteontem, os detentos libertaram a funcionária pública Maria Aparecida Vidal, 45. Chorando muito, depois das quase cem horas em poder dos detentos, ela deixou o presídio descendo o muro amarrada a uma corda. Colocada em uma maca, foi transportada em uma ambulância para um hospital da cidade.
Os amotinados pediram quatro carros, dez revólveres, duas escopetas, vinte lençóis, duas caixas de bala e R$ 24 mil para libertar os reféns e deixar o presídio.
A polícia baiana deve ceder os carros exigidos para a fuga e deixar que os amotinados escolham parte dos reféns a ser usada como escudo para a fuga. A PM admite atender parcialmente as reivindicações, desde que os amotinados libertem a agente do presídio Kátia Porto, única mulher que ainda resta entre os reféns.

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