Polícia apura suposta doação de bebê
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sexta-feira, 23 de novembro de 2012
Danilo Marconi <br> <br> Reportagem Local 
Londrina - A Delegacia de Jandaia do Sul (Região Metropolitana de Maringá) abriu inquérito para apurar a suposta doação ilegal de um recém-nascido ocorrida no início do mês em São Pedro do Ivaí. O bebê, nascido no último dia 3, foi entregue a uma mulher sul-matogrossense.
A denúncia foi feita pelo operador de máquinas Ailton de Almeida da Silva, de 23 anos, pai biológico da criança, que havia chegado em casa depois de passar uma temporada trabalhando no Mato Grosso. Ao reencontrar a mulher, de 31 anos, percebeu que ela já havia tido e filho, sem comunicá-lo. Ao questioná-la, foi informado que o bebê tinha sido entregue para outra família.
O bebê estava vivendo com uma mulher de 21 anos em Glória de Dourados (MS). ''A mulher fez um anúncio na internet de que queria adotar uma criança e deixou o contato. A mãe então ligou e elas acertaram a doação'', contou o delegado Italo Sêga.
''Durante esse contato houve um depósito da jovem sul-matogrossense na conta da mãe. A transferência de R$ 300 teria sido usada para compra do enxoval da criança'', explicou o investigador Laércio Rodrigues. A polícia descarta a possibilidade de venda da criança.
O recém-nascido foi recuperado anteontem e devolvido à noite para o pai biológico. ''A mãe adotiva sofreu um aborto no sexto mês de gestação, não revelou a ninguém e colocou esse anúncio na internet. O marido dela fazia um curso em outro Estado e não ficou sabendo do fato. No Mato Grosso fizemos um contato inicial com os pais dela, que colaboraram com a situação. A jovem estava abalada emocionalmente'', disse.
O caso também está sendo investigado pela polícia de Glória de Dourados. ''Ela portava um registro da criança com assinatura de um médico. Isso tem que ser investigado pela autoridade policial do Mato Grosso do Sul'', frisou. Ela deve ser indiciada por abandono de incapaz e falsidade ideológica.
Já a mãe biológica será indiciada por abandono de incapaz, crime cuja pena varia de seis meses a três anos de prisão. Ela não foi presa.
O recém-nascido de 18 dias está aos cuidados do pai biológico, que estuda pedir a guarda da criança judicialmente.(Colaborou Lucas Emanuel Andrade/Equipe Bonde)


