Polícia apura rede de prostituição em total sigilo
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 25 de setembro de 1997
Agência Folha São Paulo 
A Polícia Civil decretou sigilo no inquérito que apura a rede de prostituição infanto-juvenil descoberta em São Paulo. A rede negociava meninas virgens, grávidas e adolescentes de até 16 anos. A decretação de sigilo da investigação ocorreu dois dias após a principal acusada do caso, Jane Viana dos Santos, 37, ter afirmado que entre os clientes da rede que ela chefiava estavam juízes, policiais, políticos e jornalistas.
A decretação de sigilo foi também a primeira providência tomada pelo delegado Romeu Tuma Junior, titular da 2ª Delegacia Seccional (Seccional Sul), que assumiu ontem as investigações do caso.
Tuma Junior afirmou que o motivo da decretação de sigilo é assegurar a completa apuração dos fatos e preservar a imagem das meninas e adolescentes prostituídas e de seus familiares. Com a decretação de sigilo no caso, os fatos que forem apurados a partir de agora só poderão ser divulgados após o término da investigação.


