Polícia apura morte de menino encontrado em táxi
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sexta-feira, 13 de abril de 2007
Carlos Mendes<br>Agência Estado 
Belém - Os pais do menino Lucas Cruz de Souza, de 2 anos e 5 meses, que morreu na tarde de quinta-feira asfixiado dentro de um táxi da família estacionado na porta da casa dele em Altamira, no sudoeste do Pará, poderão ser indiciados por negligência com menor se, ao final do inquérito policial, ficar comprovado que tiveram culpa no episódio. A criança foi enterrada ontem no cemitério de Altamira, em meio à comoção de familiares e vizinhos.
Policiais estiveram na residência fazendo um levantamento do local. O táxi foi encaminhado para perícia no Instituto Médico Legal. O delegado quer saber quem era responsável pela guarda de Lucas quando o fato aconteceu.
Uma tia do garoto, Adriana da Silva Cruz, foi a primeira a ser ouvida no inquérito pelo delegado Francisco Silva. Ela disse que estava muito abalada com a morte de Lucas e justificou ter demorado a comunicar o fato à polícia porque estava sob efeito de remédios. Segundo a mulher, os pais de Lucas o levaram para um passeio a um banco da cidade, retornando por volta do meio-dia.
Lucas e outros meninos da vizinhança ficaram brincando na calçada em frente à residência, próximo ao carro, um Gol quatro portas. À certa altura, sem que ninguém percebesse, o menino teria entrado no carro cujas portas estavam abertas. A ausência dele foi notada pela avó somente depois do almoço, às 2 da tarde. Todos começaram a procurar pela criança. A avó resolveu verificar se Lucas estava dentro do carro e levou um susto.
Ela viu o menino imóvel, deitado no banco traseiro. Lucas não respirava mais. Os pais ficaram em estado de choque e foram socorridos por vizinhos. Adriana contou que o táxi pertence ao avô do garoto. O delegado não quis adiantar quantas pessoas ainda pretende ouvir no inquérito.
''O nosso objetivo agora é ouvir, durante o final de semana, todos os parentes e pessoas que possam ter envolvimento com o caso'', disse Silva. E informou que somente dentro de 30 dias, prazo para o inquérito ficar concluído, é que irá definir se indicia ou não alguém pela morte de Lucas.


