Polícia apresenta taxista acusado de participação na morte de turista francesa no Rio
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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2000
Por Andréia Maia 
Rio, 10 (AE) - A polícia apresentou hoje o taxista Edson Zacarias Cunha da Luz, o Gaúcho, de 38 anos, como um dos assassinos da francesa Martin Halin, de 45 anos, em novembro do ano passado, em Itaguaí, na Baixada Fluminense. Ela foi morta com um tiro na cabeça logo após desembarcar no Aeroporto Internacional Tom Jobim com o marido, Ives Halin, de 48 anos, que veio ao Rio participar de um congresso sobre segurança de vôo. Luz confessou participação no crime e acusou o francês Guy Bernadir, que está foragido, de ser o autor do disparo.
O taxista foi preso terça-feira, na Praia de Copacabana, na zona sul, próximo ao Hotel Othon Palace, quando jogava cartas com amigos. Com Luz, estava o táxi usado no crime. No depoimento ao delegado Ricardo Codeceira, um dos responsáveis pelas investigações, Luz afirmou que foi chamado dez dias antes por Bernardir para participar do crime. Segundo ele, o francês disse-lhe que o casal desembarcaria no Aeroporto Internacional Galeão/Tom Jobim com cartões de créditos e que ele deveria interceptá-los.
"Minha ação consistia em apanhar os cartões para depois repassá-los", contou Luz. Ele disse que conhecia o francês da Praia de Copacabana, onde o crime teria sido planejado. O taxista informou que depois do crime foram a agências bancárias para sacar o dinheiro do casal. Segundo a polícia, a dupla fez 23 tentativas, entre acertos e erros, e sacou cerca de R$ 2 mil.
Luz não explicou n a polícia porque Bernadir matou a francesa e poupou a vida de Ives. "Para mim, os dois têm alguma ligação. Ele teve chances de matá-lo e sem explicar preferiu assassinar a mulher, fugindo depois," disse. Uma foto do francês foi apreendida pela polícia numa casa no bairro de Lagoinha, em Niterói, no Grande Rio. A polícia não deu detalhes se a residência seria de Bernadir. "Ainda estamos fazendo investigações", disse Codeceira.
Um revólver calibre 38, que será periciado, foi encontrado por policiais em Itaipu, também em Niterói. No início das investigações, peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) concluíram que a bala que matou Martine partiu de uma arma do mesmo calibre. A polícia suspeita que a arma apreendida seja a usada no crime. O consulado francês não quis comentar o caso.


