A Polícia Federal fez duas apreensões de cocaína anteontem à noite, no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Cumbica, Guarulhos (Grande São Paulo). O total apreendido - 50 kg - vale US$ 1,5 milhão (R$ 3,9 milhões) nos países onde seria comercializado. Na Colômbia, esta quantidade pode ser obtida por US$ 100 mil (R$ 260 mil).

Um cão farejador da polícia indicou a localização de 18 quilos de cocaína. Estavam misturados com pó de café. A droga estava com uma brasileira que pretendia voar para Xangai, na China.

''Dick'', um cão da raça labrador, parou quando farejava a bagagem de Maria Helena Neto Antunes Gonçalves, 45 anos. Ela havia distribuído o café misturado com cocaína em embalagens da marca Americano. Para disfarçar, Maria Helena levava em outra mala pacotes de nozes, pistache e doces.

Além da brasileira, foi preso o venezuelano Ernesto Krata, 59. Neste caso, os agentes federais não precisaram da ajuda de Dick. Krata levava 32 kg de cocaína. Em sua mala só havia a droga, nenhum objeto ou peça de roupa para disfarçar. O venezuelano simplesmente embalou 16 ''tijolos'' - com dois quilos cada - da droga em papel de presente e pôs tudo numa mala. Ele iria voar para Amsterdã, capital da Holanda.

Neste ano, a força-tarefa integrada por agentes da Receita Federal e da PF, no Aeroporto Internacional de São Paulo, já apreendeu 356 quilos de cocaína.

Segundo o policial Luiz Jacques de Araújo, treinador de Dick, essa foi a maior apreensão de cocaína de que o cão participou.

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