A polícia de Jandaia do Sul (25 km a oeste de Apucarana), prendeu em flagrante ontem, às 12 horas, os traficantes Vitor Mitrut, 51 anos, Vilmo Mitrut, 27 anos (filho de Vitor), e Joelço Antunes das Chagas, 24 anos, todos residentes em Curitiba. Eles estavam de posse de 1 quilo de crack, que havia sido comprado no dia anterior em Igarapó, município situado próximo a Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul, para revenda em Curitiba.
Anteontem, numa ação conjunta da Polícia Militar com a Polícia Civil, na mesma cidade, já havia sido apreendida uma carga de 106 quilos de maconha, com o traficante Nelson Coelho Dordal, 53 anos. A erva, acondicionada em 59 ‘‘tijolos’’ estava escondida no interior de um compressor de ar.
A prisão dos três traficantes, ontem, foi viabilizada a partir da denúncia de um frentista. O trio abasteceu uma Parati, com placas de São José dos Pinhais, em Mandaguari e pediu para pagar em dólar. O frentista aceitou receber, mas suspeitou do comportamento estranho do grupo e decidiu avisar a polícia.
A Parati foi interceptada no trevo de acesso a Jandaia do Sul, na BR-376, pelos soldados Picoli e Marcos que, numa revista superficial encontraram uma pistola Taurus 380. O veículo e seus três ocupantes foram levados para o pelotão da PM, onde em nova vistoria os policiais encontraram a droga escondida dentro dos painéis traseiros da Parati. Eles também apreenderam US$ 400, um revólver Taurus, calibre 38, e 2 telefones celulares.
Conforme revelou o delegado Gustavo Tucci Nogueira, Vitor Mitrut tem uma extensa ficha policial, com mais de 40 folhas relatando passagens por furtos, roubos, receptação e estelionato, principalmente na região de Pato Branco. ‘‘Ele também já cumpriu 11 anos de pena por homicídio e receptação de veículos furtados, e usava 5 nomes falsos’’, informou o delegado.
Quanto a Vilmo Mitrut, que é filho de Vitor, e Joelço Antunes das Chagas (vizinho), a polícia apurou que ambos têm passagens anteriores por roubos.
Em seu depoimento ao escrivão Cleidson dos Santos, na Delegacia de Jandaia do Sul, Vitor Mitrut admitiu que pagou R$ 5.400 pelo crack, e que pretendia vendê-lo pelo dobro do preço em Curitiba. Segundo ele, seu filho Vilmo e Joelço não sabiam da compra da droga, e nem que ela estava sendo transportada na Parati.Odair StraliottiAlém da droga foram apreendidos US$ 400, um revólver e celularesMaurício Borges

mockup