Polícia analisa fita gravada por vizinho dos Staheli
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quarta-feira, 17 de dezembro de 2003
Agência Estado 
Rio de Janeiro - A polícia do Rio analisa uma fita de vídeo gravada pela câmera de uma casa vizinha à do casal norte-americano Zera Todd e Michelle Staheli, na madrugada do crime, 30 de novembro. Nela, há imagens feitas num horário próximo ao do ataque ao casal. É possível ver uma caminhonete preta que entrou no condomínio Porto dos Cabritos, na Barra da Tijuca, às 2h40 e saiu às 4h30 e também uma pessoa que saiu da lagoa localizada nos fundos, em direção à portaria, às 2h30.
José Carlos Lins, dono da JC Assessoria, empresa que faz a segurança do condomínio, disse ontem que a pessoa pode ser um vigia que fazia ronda noturna, apesar da chuva. O automóvel, contou, já foi identificado como sendo de um morador.
Em seu depoimento à polícia, dois dias depois do crime, Lins afirmou que ninguém havia entrado no Porto dos Cabritos ''pelos meios normais''. Disse ainda que as possibilidades seriam alguém ter entrado clandestinamente, no porta-malas de um carro guiado por alguém conhecido dos seguranças, ou pela lagoa. Ele revelou que o circuito interno de vídeo do condomínio ainda estava sendo instalado e, portanto, não funcionava.
Lins explicou que a fita só foi entregue segunda-feira ao delegado Marcus Henrique Alves porque o morador da casa onde a câmera está localizada não havia comunicado até então a existência da fita. De acordo com ele, a câmera filmava um trecho de dez metros de uma rua próxima à da família Staheli.
Lins informou que as imagens têm baixa qualidade, pela falta de luminosidade e pelo tipo de equipamento que as captou, por isso será preciso que um técnico especializado em vídeo amplie e clareie o que foi gravado. ''Só dá para ver um vulto'', afirmou. Ele disse também que, na noite de sábado, um morador fez uma festa surpresa para a mulher e, por isso, houve movimento de carros um pouco acima do normal.


