Curitiba - Uma cobra píton albina de quase 30 quilos e 3,5 metros de comprimento foi apreendida ontem, na Rua Souza Melo, no bairro Pilarzinho, em Curitiba, por policiais do Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPAmb).
Os oficiais chegaram até uma residência do bairro após receberem uma denúncia anônima informando que o animal estava sendo mantido de forma irregular. Ao se deslocarem até o local os policiais constataram que a cobra estava numa gaiola de apenas um metro de diâmetro.
''A situação era precária e o animal estava num cativeiro inadequado, numa gaiola que não comportava o seu tamanho. O homem que estava na casa disse que apenas cuidava da cobra, não sendo o responsável'', informou o tenente João Waldemar Serpa Burger, comandante do Primeiro Pelotão do BPAmb.
A cobra exótica, segundo o oficial, tem 10 anos e agora e foi encaminhada para o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Ela vai ficar num abrigo em Antonina, no Litoral do Estado, acomodada corretamente, até que o proprietário possa regularizar sua situação junto ao órgão. Ele terá que retirar uma licença autorizada para manter o animal em viveiro. O dono do animal ainda não foi localizado pela Polícia Ambiental.
A píton é uma espécie ovípara, e pode viver até 40 anos, chegando a atingir oito metros e a pesar 80 quilos. A cobra não é venenosa e se alimenta uma vez por mês de roedores, como coelhos e ratos. Para ser mantida adequadamente ela precisa de viveiros grandes, com troncos e árvores onde possa se esticar. ''Bem diferente do que encontramos na residência. Agora o homem terá que regularizar a sua situação junto ao Ibama para poder continuar com o réptil'', completou o tenente Serpa.
Pássaros
Na residência ao lado de onde a cobra foi apreendida, o BPAmb também encontrou cinco pássaros silvestres da espécie Pixoxó. Cada uma custa cerca de R$ 2 mil e eles também serão encaminhados para um centro credenciado junto ao Ibama. ''Fomos até o vizinho e localizamos as aves que também precisam de autorização para serem criadas em cativeiro. Mas neste caso, por se tratar de espécies silvestres, o proprietário da residência vai responder por crime ambiental'', completou o tenente.

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