Polícia alemã prende pirata aéreo de avião egípcio
Hamburgo, 19 (AE-AP) - Forças de segurança alemãs prenderam hoje (19) no Aeroporto de Hamburgo um pirata aéreo que sequestrou um Boeing 737-500 da empresa EgyptAir em pleno vôo, esfaqueando o co- piloto. Nenhum passageiro ficou ferido, informou o porta-voz da polícia alemã, Hans-Juerguen Petersen.
Segundo ele, o co-piloto recebeu apenas ferimentos leves ao tentar agarrar o sequestrador. O avião viajava de Istambul para o Cairo, com 54 pessoas a bordo.
A polícia alemã não revelou a identidade do sequestrador, que, segundo a EgyptAir, comunicava-se com a tripulação em idioma árabe. "O avião é pilotado pelo capitão Hazem Abadi, tem 6 tripulantes e realizava o vôo 838, transportando 48 passageiros, entre os quais 5 turcos", informava minutos depois do sequestro (que durou quatro horas) um porta-voz da empresa egípcia, dando detalhes.
O sequestrador tomou o avião no Aeroporto Ataturk, em Istambul. Sem revelar seus motivos, exigiu que o piloto mudasse de rumo e seguisse para Londres. O piloto alegou não dispor de combustível suficiente para a viagem e o pirata aéreo optou por Hamburgo, na Alemanha, onde o avião seria reabastecido.
Mas, segundo o ministro dos Transportes da Turquia, Enis Oksuz, o piloto tentou pousar em Sófia, na Bulgária, não obtendo, contudo, autorização para penetrar no espaço aéreo búlgaro.
As autoridades turcas esperavam que também a Alemanha negasse autorização para a aterrisagem do Boeing egípcio em seu território. Isso forçaria o piloto retornar à Turquia. Com base nessa previsão, Oksuz reforçou a segurança em todo os aeroportor turcos.
O Ministério do Interior da Alemanha autorizou o pouso, deslocando para o Aeroporto de Hamburgo uma unidade de elite e várias ambulâncias. O Boeing egípcio desceu, foi conduzido a uma pista secundária e ali as autoridades entraram em negociação com o sequestrador. O aeroporto alemão continuou operando normalmente.
Três aviões foram sequestrados nos últimos 12 meses na Turquia, que há 25 anos combate separatistas curdos no sul do país.





