Polícia ainda procura dois sequestradores de Wellington
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terça-feira, 23 de março de 1999
Por João Unes, especial para a AE 
Goiânia, 24 (AE) - A polícia ainda procura dois acusados pelo sequestro do compositor Wellington Camargo. Os foragidos Luís Carlos Medeiros e Ademir Oliveira podem ser presos nas próximas horas, mas a polícia evita dar detalhes sobre a operação montada para prendê-los. "Já temos o paradeiro seguro de um deles", garantiu o delegado José Pinheiro, chefe do Grupo Anti-Sequestro (GAS) da Polícia Civil de Goiás.
A quantia de aproximadamente US$ 38 mil, ainda não recuperada, estaria em poder de Luís Carlos. O outro foragido, Ademir Oliveira, é irmão de Osmar Oliveira e José Francisco Oliveira, presos em Goiânia. "Até agora, já temos confirmada a participação no sequestro de cinco dos 20 presos", disse Pinheiro.
Hoje o delegado passou o dia colhendo depoimentos dos 18 acusados do sequestro que estão presos na Delegacia de Investigações Criminais de Goiás (Deic). Também estão presos no 7.º Batalhão da Polícia Militar o sargento Carleon Oliveira Brasil e o soldado Waldir das Neves Corrêa.
Os depoimentos devem exigir mais cinco dias. No decorrer desse prazo, os suspeitos cuja participação no caso não for confirmada podem ser liberados. Calcula-se que seis presos estão nessa situação. "Precisamos primeiro ouvir todos para saber o papel de cada um no crime", informou a polícia.
FBI - A Polícia Federal de Goiás usou técnicas e equipamentos cedidos pelo FBI (polícia federal norte-americana) para pegar os sequestradores. Entre os dispositivos de última tecnologia utilizados estão microssensores adaptados a clipes e colocados entre as notas de US$ 50 e US$ 100 utilizadas no pagamento do resgate. A embalagem também estava "marcada" e permitiu que dois agentes da PF seguissem a sequestradora Maria Lúcia da Paixão, depois que ela recolheu o resgate de US$ 300 mil. Ela foi seguida da rodovia que liga Goiânia a Trindade até Campo Grande.
"A Polícia Federal tem convênios com polícias de outros países, o que permite nosso acesso à tecnologia de ponta", explicou o superintendente da PF em Goiás, Antônio Ricardo de Carvalho. Ele contou também que o rastreamento dos celulares dos sequestradores permitia à polícia localizar os aparelhos, mesmo desligados. Assim, a polícia pôde acompanhar os suspeitos.


