Curitiba - A polícia conta com a colaboração da população para receber denúncias e informações que possam ajudar a desvendar o sequestro de um bebê de um mês e oito dias. Nicole Eduarda Ponfrecki Guedes foi arrancada do colo de sua mãe, Karla Cassiana Ponfrecki, de 19 anos, na manhã de anteontem, em Colombo, Região Metropolitana de Curitiba.
Até ontem, a única pista que a polícia tinha era o retrato falado de um dos três sequestradores, feito com base nas descrições passadas pela mãe. Karla foi encaminhada a uma psicóloga e, hoje, deve passar por hipnose no Instituto de Criminalística. A expectativa é de que ela lembre da placa do carro -um Kadett preto- usado pelos criminosos.
Nicole foi sequestrada por volta de 11 horas de quarta-feira, quando sua mãe caminhava com o bebê no colo pela rua Presidente Faria, no bairro São Dimas, em direção à casa de sua avó. Karla conta que estava há três quadras da casa dela, quando percebeu que estava sendo seguida de perto por um carro. De repente, um homem que estava no banco da frente desceu do carro e pegou a menina à força. Depois, entrou no veículo e fugiu.
Karla disse que na hora só conseguiu sair correndo e procurar por ajuda. Segundo ela, havia três pessoas no carro, uma delas uma mulher loira. O homem que pegou a criança, relatou, era moreno claro, de estatura média e usava calça jeans, blusa preta e boné branco.
''Não temos nem idéia do que pode ter acontecido. A Karla nunca tinha visto aquelas pessoas e, como sempre, ninguém viu nada do que aconteceu'', diz o pai de Nicole, Alex Thiago Ribeiro Guedes, 20. Ele conta que no momento do sequestro ele tinha saído para fazer uma entrevista de emprego. Nicole é a única filha do casal, que decidiu morar junto depois que Karla engravidou. Eles moram na casa junto com os pais dele, que dividem o mesmo terreno com os tios de Alex.
Quando foi roubada, Nicole estava de blusinha azul, touca e calça cor de rosa. Segundo os pais, a menina tem uma pequena marca de nascença na bochecha esquerda. A criança também estava com algumas pintinhas de alergia na cabeça.
A delegada responsável pelo caso, Márcia Marcondes, acredita que o bebê tenha sido levado por uma quadrilha especializada em roubo e venda de bebês para adoção. Segundo ela, ontem, a delegacia já havia recebido vários telefonemas de pessoas com informações sobre veículos da marca Kadett ou, ainda, que estranharam o aparecimento repentino de um bebê em determinada região. Ela pede que a população ajude nesse entido e, caso tenha alguma informação, ligue para a Delegacia do Alto Maracanã, pelo fone (41) 3605-0263.
As investigações, agora, serão conduzidas pelo Serviço de Investigações de Crianças Desaparecidas (Sicride) e Grupo Tigre, especializado em sequestros.(Colaborou Andréa Lombardo)

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