Polícia afirma que executivo da Yoki traía a mulher
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terça-feira, 05 de junho de 2012
Dario de Negreiros <br>Folhapress 
São Paulo - A Polícia Civil de São Paulo disse ter levantado indícios concretos de que o executivo Marcos Kitano Matsunaga, de 42 anos, que foi morto e teve o corpo esquartejado, traía a mulher.
Elise Ramos Kitano Matsunaga foi presa na noite de anteontem apontada como suspeita do crime - ela ainda não foi ouvida formalmente, mas nega qualquer participação.
O corpo dele - diretor-executivo da Yoki, uma das maiores empresas do ramo alimentício do País - foi esquartejado e, ao longo das últimas semanas, as partes foram desovadas em cidades da Grande São Paulo, principalmente em Cotia. O empresário havia desaparecido em 20 de maio.
''Tudo indica que seja um crime passional'', disse o delegado Jorge Carrasco, chefe do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que investiga o caso.
Ele disse que Matsunaga era colecionador de armas e, após seu desaparecimento, Elise entregou à Guarda Municipal de Cotia (Grande São Paulo) algumas armas que pertenciam a ele para que fossem destruídas. Entre elas estava uma de calibre 7.65, idêntico ao usado nos disparos que atingiram a vítima.
Carrasco disse também que no apartamento do casal também existem várias geladeiras, ''um número acima do normal'', que estão sendo periciadas. A polícia acredita que as partes do corpo de Matsunaga ficaram em algum tipo de refrigerador antes de serem jogadas em Cotia.
A polícia também encontrou no imóvel sacos de lixo do mesmo modelo usado para embalar as partes do corpo da vítima, e apurou que uma empregada foi dispensada um dia antes do desaparecimento do patrão. ''O fato é que ele entrou no apartamento vivo e de lá não saiu'', disse Carrasco. A polícia afirma que Elise, que tem curso técnico de enfermagem, é beneficiária do seguro de vida do executivo.
Ela foi presa com um mandado de prisão temporária, de cinco dias, mas a polícia afirma que pode pedir à Justiça uma prorrogação.


