Polícia acusa manifestantes de 5 crimes
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terça-feira, 24 de junho de 2014
Folhapress 
São Paulo - Em novo sinal de endurecimento no combate a manifestantes aos quais atribui atos de vandalismo, a polícia de São Paulo acusou dois ativistas presos nesta segunda-feira num protesto anti-Copa na Avenida Paulista de associação criminosa e os manteve encarcerados.
O secretário da Segurança Pública, Fernando Grella, disse ontem que os dois foram os primeiros black blocs presos em flagrante sob esta acusação. Pelo Código Penal, associação criminosa é quando três ou mais pessoas se unem para cometer crimes. A pena é de um a três anos de reclusão e a fiança só pode ser determinada por um juiz.
O professor Rafael Marques Lusvarghi, de 29 anos, e o estudante Fabio Hideki Harano, de 26, são acusados de outros quatro crimes: incitação da violência, resistência à prisão, desacato à autoridade e porte de artefato explosivo. "Estão presos porque são os primeiros casos de black blocs' presos em flagrante por incentivar a prática de crimes. É a resposta da lei para esses indivíduos", disse Grella.
Apesar das declarações, a polícia não informou quais artefatos foram apreendidos com eles nem quais critérios foram usados para enquadrá-los como black blocs - adeptos de tática de protesto que prega a destruição do patrimônio público e privado. A Defensoria Pública pediu a libertação de ambos. Seus advogados negam as acusações.


