Londres, 02 (AE-AP) - A polícia britânica acusou hoje (02) David Copeland, "um jovem engenheiro branco de 22 anos", de organizar os recentes atentados explosivos contra lugares frequentados por homossexuais e outros grupos minoritários.
Segundo a Scotland Yard, o homem atuou sozinho e não fazia parte de nenhum dos grupos neonazistas que assumiram a autoria dos atentados.
Copeland foi detido em sua casa de Cove, ao sudoeste de Londres, e comparecerá amanhã diante de um juiz, afirmou o vice-comissário da Polícia Metropolitana, Alan Fry.
Copeland foi acusado pelo assassinato de três pessoas, num atentado perpetrado na sexta-feira com uma bomba de pregos em um pub no centro de Londres, além de ataques similares em 17 e 24 de abril em outros distritos londrinos habitados por minorias étnicas. No total, foram feridas 115 pessoas.
Quinze das cerca de 70 pessoas que ficaram feridas no atentado de sexta-feira continuam hospitalizadas, oito delas em estado crítico. Entre as vítimas figuram várias com amputações de membros e outras com graves queimaduras.
Uma organização neonazista, Combate 18, assumiu os dois primeiros atentados, nos bairros londrinos de Brixton e Brick Lane, e os Lobos Brancos, outro grupo extremista, o ataque de sexta.
Entretanto, a polícia afirmou hoje que essas atribuições parecem ser falsas.
Segundo a polícia, foi encontrado "material explosivo" na casa de Copeland e o detido parece ser o homem captado em um circuito fechado de televisão em Brixton.
Dois dos mortos no pub Admiral Duncan, um local frequantado principalmente por homossexuais, foram uma mulher grávida de 27 anos, Andrea Dykes, e o padrinho de seu casamento em 1977, John Light, de 35 anos. O marido dela, Julian Dykes, ficou gravemente ferido.

mockup