São Paulo, 04 (AE) - A Polícia Civil abriu inquérito para a investigar 12 vereadores da Câmara Municipal de Guarulhos acusados de exigir propina do prefeito Jovino Cândido (PV), então vice-prefeito da cidade, para concluir as comissões parlamentares que investigavam o então prefeito Néfi Tales (PDT) e para dar sustentação a Cândido após a cassação de Tales.
A denúncia foi feita nesta semana pelo deputado estadual Elói Pietá (PT) à Procuradoria-Geral da Justiça. Ele baseou-se em uma declarações feitas pelo prefeito diante de uma testemunha
em 20 de dezembro passado.
O delegado Cláudio Gobbetti, titular da Delegacia Seccional de Guarulhos, recebeu na quarta-feira a documentação da procuradoria e mandou instaurar inquérito para apurar o crime de concussão (quando o funcionário público exige propina). Além de instaurar o inquérito, Gobbetti pediu à procuradoria a designação de um promotor de Justiça que acompanhe o caso. Esse pedido foi encaminhado à direção do Departamento de Polícia Judiciária da Macro São Paulo (Demacro), que o enviará à procuradoria. "Esperamos que o promotor seja designado na próxima semana", afirmou Gobbetti.
O delegado também adiantou que a primeira pessoas a ser convidada a depor será o autor da denúncia, o deputado estadual Pietá. Após ouvir o seu depoimento, serão determinados os próximos passos da investigação. Por enquanto, o delegado está juntando documentos ao inquérito. Gobbetti, que deverá presidir o inquérito, está na Delegacia Seccional de Guarulhos desde o começo do ano.
Denúncia - A denúncia apresentada pelo deputado Pietá cita os vereadores Peter Pong (PSD), Waldomiro Ramos (PTB), Toninho Magalhães (PMDB), Roberto Ribeiro (PMDB), Silvana Mesquita (PTdoB), Oswaldo Celeste (PPB), Gilberto Penido (PPB), Obreiro Jackson (PST), Geraldo Celestino (PFL), Paulo Roberto (PDT), Sebastião Bispo Alemão (PSDB) e Wanderley Figueiredo (PL). Cada um dos acusados teria exigido pagamentos mensais de propina de até R$ 80 mil ou parcelas únicas de até R$ 200 mil para ser governista.

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