Polêmica sobre Renca foi 'falha na comunicação'
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terça-feira, 26 de setembro de 2017
Laís Alegretti<br>Folhapress 
Brasília - Um dia depois de anunciar a revogação do decreto que extinguiu a reserva na região amazônica conhecida como Renca (Reserva Nacional do Cobre Associados), o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, atribuiu a polêmica, durante audiência pública no Senado, a uma "falha na comunicação".
A decisão de acabar com a reserva foi duramente criticada por entidades ambientais e artistas. O governo chegou a mudar o texto do primeiro decreto, mas optou, nesta semana, por revogar as mudanças. O ministro afirmou que a expectativa do governo era regularizar empregos e impostos e acabar com eventuais atividades ilegais. "Não estávamos querendo acabar com reserva ambiental", defendeu.
A reserva foi estabelecida não como área de proteção ambiental, mas como uma espécie de monopólio do Estado sobre a futura exploração de minérios na região - a intenção era proteger recursos minerais estratégicos, não a floresta. Contudo, com uma área de 46.450 km² sobreposta a oito unidades de conservação e duas terras indígenas, acabou tendo papel protetivo.


