POLÊMICA - Pulseira do sexo faz vítima em Londrina
Aparentemente inofensivas, as pulseirinhas do sexo, acessório que virou mania entre crianças e adolescentes, fizeram sua primeira vítima grave em Londrina. Uma adolescente de 13 anos foi violentada por quatro rapazes. Em depoimento à polícia, ela relatou que os jovens arrebentaram as pulseiras e a obrigaram a manter relações sexuais. A polícia investiga o crime e ouviu três suspeitos.
A gravidade do caso fez com que o juiz da Vara de Infância e Juventude, Ademir Richter, baixasse portaria proibindo a venda e o uso das pulseiras por menores de 18 anos. Na opinião de Richter, as crianças e adolescentes não estão atinando pela gravidade da situação.
O psicólogo Fernando Zanluchi, especialista em infância e adolescência e mestre em educação, considera a violência que aconteceu com a menina como a ponta do iceberg. Isso foi o pior que poderia ter acontecido, mas o ruim já está acontecendo. As crianças estão numa fase de formação de caráter, de moral, tendo contato com um brincadeira, que é real, sobre sexo. Se essas ideias, essas fantasias fazem parte desde essa idade, quando ficarem adultas, quais fantasias farão parte de suas vidas?
Na opinião da pedagoga Maria Helena Ramos Fernandes, que desenvolve dinâmicas para tratar de sexualidade com crianças e adolescentes, a orientação sexual sistemática é a maior segurança que pais e professores podem oferecer a esse público. Modismos e jogos sexuais sempre vão existir. As crianças ou adolescentes bem-informados ficam menos vulneráveis, avaliou.
● Fase transitória entre a infância e a adulta; representa um processo de distanciamento de formas de comportamento e privilégios típicos de quando se
é criança
● Termo refere-se também a intimidade sexual de cada ser humano. Seu conceito é amplo e vai além do sexo em si; sua expressão depende de fatores genéticos e culturais





